Ao âmbito do inquérito e do diagnóstico sobre a situação de A Voz do Operário, realizámos reuniões com as professoras e professores dos 1º., 2º. e 3º. ciclos, educadoras da creche e do pré-escolar.
Para a creche e o pré-escolar, temos projectos aprovados e protocolos assinados com o Ministério do Trabalho e Segurança Social e o Ministério da Educação, para ampliação de instalações e criação de muitas dezenas de vagas. Por aí vai tudo bem, quanto a perspectivas de futuro. No 1º. ciclo, e sobretudo nos 2º. e 3º. ciclos, os desafios estão lançados e assumidos. Vamos lutar por mais inscrições e mais alunos. Vamos ampliar as intervenções públicas e publicitar o que somos - uma escola de qualidade, com o método do Movimento da Escola Moderna, que tem de ser assumido fortemente nos 2º. e 3º. ciclos.
Vamos investir na comunicação do que somos, do que fazemos e do que queremos fazer. Este será um ano crucial, na conquista de condições de afirmação das escolas e na qualificação de instalações e serviços, na sede e na escola da Ajuda.
Vamos fazer reuniões com todos trabalhadores, área a área, sector a sector. Vamos informar acerca do inquérito e do diagnóstico e do trabalho de análise e medidas que entretanto tomamos. Estimularemos a participação de quem trabalha na Voz do Operário, a responsabilização de cada um e de todos, a qualificação dos serviços, as medidas normativas do controlo financeiro, a reorganização onde for adequado, a inovação na informação interna e externa, o empenhamento dos profissionais de cada área nas respostas adequadas e nas propostas que podem e devem fazer, para alterar situações ultrapassadas e mudar onde se tornar necessário.
Interessa aos trabalhadores, em primeiro lugar, lutarem pela sua casa, onde passam a vida diária, onde ganham a vida. Interessa aos associados, aos dirigentes, à cidade de Lisboa, termos uma Voz do Operário que corresponda à vida actual, à exigência de quem nos procura e investe connosco na formação dos seus filhos, das crianças e dos jovens, bem como no apoio social aos mais idosos e à população desfavorecida.
Interessa a todos nós uma Voz do Operário fraterna, solidária e actuante na educação, na vida social, na cultura e no desporto, em todas as áreas em que intervimos. Aí vêm as Festas de Lisboa, a marcha infantil e os arraiais que já mobilizam trabalhadores, associados e amigos desta casa. Aí estão os Jogos Desportivos de Abril e Maio, as comemorações do 25 de Abril na Praça Paiva Couceiro, que este ano assumimos com associações, com democratas e lutadores pela liberdade e pelo futuro.
Aí estará, no dia 12 de Maio, a sessão de evocação de Manuel Lopes, que desapareceu há dez anos mas que continua connosco, na militância pelo sindicalismo interventivo e lutador, pela liberdade vivida e conquistada todos os dias, pela participação revolucionária na criação de condições de vida justas e avançadas para quem trabalha e sofre as ofensivas de políticas governamentais que servem os mais previlegiados e retiram direitos a quem produz e é explorado.
Aí estaremos, a criar condições para festejarmos com qualidade e elevação o 130º. aniversário do jornal A Voz do Operário, depois das férias. Até lá, temos estes desafios pela frente, da qualificação do ensino, da sua projecção e da conquista de mais alunos para o próximo ano lectivo. Em breve o elevador para o salão de festas estará em funcionamento e, com o novo bar e melhorias nas instalações, partiremos à procura de mais ocupação desse e de outros espaços.
Não estão fáceis a conjuntura financeira e social, as condições de vida e de realização de actividades culturais e recreativas. Mas lutaremos, todos juntos, para enfrentar as crises que este governo e o capitalismo da globalização e da corrupção engendraram para destruir o que restava de qualidade de vida e de direitos humanos e laborais de quem trabalha e merece outros governantes e outro sistema de vida.
Este, o do capitalismo globalmente injusto e destruidor, está corrupto e desqualificado. Por isso, temos de unir esforços e lutar por outra vida, onde a dignidade humana seja uma realidade que se imponha todos os dias, na participação e na intervenção determinada dos principais interessados, os trabalhadores e as populações desfavorecidas e mais empobrecidas em cada dia que passa.