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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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postheadericon Informação sobre as reuniões com os trabalhadores

Jornal - A Palavra do Presidente

Em 2 de Abril, realizámos reuniões com os trabalhadores e trabalhadoras do ATL e ajudantes de acção educativa, de manhã; e da frota, da cantina e da manutenção, à tarde. No dia 3 de Abril, de manhã, reunimos com os trabalhadores administrativos, do jornal e da saúde; à tarde, reunimos com as trabalhadoras da limpeza e do apoio domiciliário.
Estas reuniões tiveram como objectivo a comunicação dos resultados e das questões levantadas pelo inquérito aos trabalhadores que foi realizado na Voz do Operário em 2008. E também a apresentação do diagnóstico e de algumas conclusões e orientações, entretanto definidas em reuniões da direcção e dos cinco núcleos de trabalho que englobam dirigentes, trabalhadores e associados e que estão abertos a novas adesões e contributos.
As reuniões foram francas e participadas. O objectivo maior era que todos os trabalhadores tivessem conhecimento dos resultados do inquérito, do diagnóstico e das propostas em preparação; e, sobretudo, que se fizessem ouvir sobre as suas áreas de trabalho, colocando problemas, propostas e críticas que proporcionassem um debate positivo, aberto e fraterno.
Foi isso que aconteceu. Assim, para além de se pronunciarem sobre a forma como o inquérito foi preparado, os seus conteúdos, dificuldades e objectivos, foram levantadas questões sobre a avaliação dos trabalhadores, sobre a formação necessária em cada área, sobre a informação interna e externa, que tem muitas deficiências a vários níveis e que urge enfrentar e resolver.
A questão da segurança dos alunos e das instalações; a circulação dos pais e encarregados de educação na instituição; a informação que deve ser dada atempadamente, por exemplo à secretaria e à portaria, bem como a ajudantes de acção educativa e responsáveis de limpeza, sobre actividades, reuniões e orientações de trabalho; a melhoria e qualidade dos contactos com associados e utentes, pais e encarregados de educação; o acompanhamento das crianças nas refeições, nomeadamente as que passam do pré-escolar para o 1º. ciclo; a atenção ao funcionamento das actividades extra-curriculares; a visibilidade da Voz, e nomeadamente da escola, no exterior, que mereceu propostas positivas; a melhoria de instalações, a reorganização de espaços e a qualificação do dia-a-dia de trabalho; a entrada de novas pessoas no trabalho voluntário, que é decisivo para a Voz;  a disponibilidade para a realização dos arraiais e a criação de um espaço para o núcleo do Associativismo; o reforço do espírito de equipa em cada área de actividade; a necessidade de ganhar mais associados, crianças e jovens para a Voz do Operário; um maior e melhor tratamento das actividades da Voz no nosso jornal e o lançamento de reptos aos associados para fazerem propostas de actividades e de cursos e para terem disponibilidade de trabalho na instituição; a criação de bancas quando se realizem iniciativas, para informação, venda de materiais e inscrição de novos sócios; o encorajamento dos trabalhadores para participarem na vida e nas actividades associativas da Voz do Operário; estas questões, propostas e problemas, entre muitas outras que iremos analisar e assumir, e que apontam para medidas internas de grande importância, levam-nos a concluir que foi muito positiva a decisão de realizar estas reuniões, depois de termos realizado outras, com as professoras e professores e educadoras de infância.
Temos grandes desafios pela frente. A crise, as crises, melhor dizendo, aí estão, e têm reflexos na vida de A Voz do Operário. O caminho da consciência e conhecimento profundo da situação, dos problemas e dos projectos de futuro, a discussão séria e mobilizadora entre todos nós, a procura de propostas e soluções adequadas, no conjunto e para cada área de trabalho, esse caminho tem de ser prosseguido.
Haverá novos encontros de trabalho, haverá reuniões mais específicas, por áreas e objectivos concretos. Este é um ano decisivo,  na realização de propostas e medidas que dêem estabilidade e inovação à Voz do Operário, que nos tragam perspectivas e realizações adequadas e participadas.
Nas reuniões realizadas, ficou claro que todos assumirão as responsabilidades que lhes cabem em cada área de trabalho, como deve acontecer na Voz do Operário, com transparência e com o rigor necessário, para que juntos possamos continuar a construir todos os dias uma instituição forte e interventiva, dentro da sua história e da sua prática de luta pelo conhecimento, pela cultura, pelos direitos e pelo bem-estar dos trabalhadores, dos associados e das famílias que apoiamos e servimos.