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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Voz
 

Não fosse suficiente o mau agouro sentido nas medidas do actual governo que sistematicamente parecem pôr em causa direitos e liberdades adquiridas, junta-se à conjuntura a actual e grave crise financeira internacional.

Detentores de um elevado poder, nomeadamente ao nível do negócio financeiro, os Estados Unidos da América, mais uma vez fazem repercutir as consequências nefastas de sua cultura capitalista.

E nós, ao invés de nos demarcarmos, continuamos a aparecer ao lado do presidente Bush…

E indiscutivelmente os princípios parecem estar alterados ou mesmo invertidos porque perante a crise o governo continua a posicionar-se do lado errado… Mais, continua a actuar em desfavor dos portugueses.

Na actualidade assistimos a que face a uma crise, que se perspectiva grave e de duração prolongada, salvaguardam-se não aqueles que sentem as suas implicações e consequências no dia-a-dia, mas aqueles que se encontram mais bem posicionados e são detentores do poder económico.

A Banca trata-se de um sector de actividade importante, onde se verificam elevados níveis de desenvolvimento e especialização em Portugal, não obstante, somos nós, cidadãos comuns, que sentimos realmente o agravamento dos custos dos bens essenciais e a degradação progressiva, e em alguns casos abrupta, da qualidade de vida. Mas para nós o cheque não tem 20 mil milhões de euros… ou qualquer outro limite… é simplesmente inexistente! E é inexistente, não só o cheque, mas qualquer ajuda, ou inclusive qualquer salvaguarda dos direitos. Será possível não se exigir qualquer contrapartida ou salvaguarda quando se disponibiliza tais quantias. Por outras seguramente inferiores, os bancos aplicam taxas de juro, que chegam a duplicar o montante cedido, e exigem garantias. Será assim tão difícil e pouco lógico aplicar pelo menos regras equivalentes?

Finalizando, parece-me que se trata de uma crise real cujas consequência se sentirão de forma dura e efectiva, portanto salvaguardemo-nos dentro daquilo que nos é permitido porque os nossos actuais governantes, como já vem sendo hábito, não só têm as prioridades, mas também, os princípios invertidos. (Usando eu a palavra princípios com um grande nível de dúvida, boa vontade, mas não de credulidade.) É demasiado óbvio que outros interesses falam sistematicamente mais alto.