A Voz do Operário
Um novo ciclo na vida da Voz do Operário
| Jornal - Voz |
A Direcção de A Voz do Operário iniciou a apreciação do trabalho de diagnóstico sobre a situação da instituição. Este diagnóstico, realizado no corrente ano, teve como base um inquérito dirigido aos trabalhadores. Responderam 61 dos 122 que foram contactados, o que pode ser um indicador a ter em conta, quanto à disponibilidade em participar no que terá de ser a criação de uma situação diferente, de envolvimento e de responsabilidade de todos para reforçarmos o trabalho colectivo e individual em A Voz do Operário.
A esta reflexão da direcção seguir-se-á uma fase de audição dos trabalhadores, em moldes a definir. Queremos assim criar situações de cooperação e de entendimento de que esta casa é de todos e para todos, associados, dirigentes, trabalhadores, pais e encarregados de educação, participantes directos e indirectos na vida e nas actividades de A Voz do Operário.
Acompanhando a realização de iniciativas que deram e darão força à instituição, queremos intervir na perspectiva de ampliar a participação dos associados e dos trabalhadores, assumindo assim uma grande responsabilidade que a todos cabe, a de favorecer a vida democrática e inovadora dentro de A Voz do Operário.
Para tal, iniciámos a formação de cinco grupos de trabalho que nos trarão análises e propostas que sejam decisivas para alterar o que houver a alterar, para dar mais profundidade, organização, eficácia e rentabilidade ao trabalho que é realizado nas áreas e sectores desta casa:
1 – Missão, Recursos Humanos e Estatutos;
2 – Escolas;
3 – Comunicação Externa e Interna;
4 – Controlo de Gestão;
5 – Movimento Associativo.
Estes grupos integram dirigentes, associados e trabalhadores e estão abertos a novas adesões; interessa assim romper constrangimentos e medos atávicos que se instalaram no país, dignificar as nossas condutas e vidas dentro e fora de A Voz do Operário, no sentido mais inovador, responsável e democrático que for possível alcançar. A direcção e os órgãos sociais assembleia geral e conselho fiscal estão unidos neste propósito, com a estrutura de dirigentes profissionalizada e com todos aqueles que entendem A Voz do Operário como uma grande obra colectiva que beneficia da criatividade, das ideias, da generosidade e do trabalho de cada um, formando um colectivo digno e interessado em dar mais prestígio e futuro a esta instituição.
Este foi e é o património essencial que os trabalhadores que criaram A Voz do Operário nos legaram. O património do trabalho colectivo, responsável e profundamente educativo, na formação integral do homem e da mulher, das crianças e dos jovens, dos que lutam por melhores condições de vida, pelo conhecimento e pela cultura, pelo trabalho com direitos, pela ultrapassagem do que é velho, individualista e prejudicial e pela transformação do ser humano, na dignidade e na intervenção quotidiana que a realidade difícil nos exige.
É este o nosso projecto, o projecto que esperam de nós os que amam e prestigiam todos os dias A Voz do Operário e a querem livre e associativa, mais forte e organizada, num colectivo em que cada um assume o seu lugar e a sua responsabilidade de corpo inteiro, para irmos mais longe e melhor, nos tempos difíceis e desafiadores que atravessamos.
Caro associado, caro trabalhador de A Voz do Operário, a cada um de nós - segundo as suas possibilidades e dedicação - cabe um papel fundamental na mudança que A Voz do Operário exige, na transformação diária, consequente e inevitável que temos de levar adiante, como sempre aconteceu e irá acontecer em todas as fases da vida histórica e estimulante de A Voz do Operário.
Contamos consigo. A partir da apreciação e do diagnóstico que faz de A Voz do Operário, no que se refere a problemas e necessidades, dê-nos informação das soluções que entende que devemos adoptar. Toda a colaboração deverá ser dirigida para a Direcção de A Voz do Operário, Rua da Voz do Operário, nº. 13 - 1100-620 Lisboa.
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