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Trabalho precário cresceu um terço
| Jornal - Última |
O trabalho precário em Portugal aumentou um terço nos últimos 15 anos. Os números são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que coloca o nosso País na 23.ª posição entre 24 países analisados em matéria de precariedade, só sendo ultrapassado pela Espanha.
Intitulado “Relatório sobre o trabalho no mundo 2008: desigualdade salarial na era das finanças globais”, o estudo refere igualmente que uma parte importante dos custos da crise financeira e económica recairá sobre centenas de milhões de pessoas que não beneficiaram do crescimento ocorrido nos últimos anos.
O relatório mostra ainda, de maneira calra, que a diferença entre famílias ricas e pobres aumentou desde 1990, o que revela o impacto da globalização financeira e a escassa habilidade das políticas domésticas para melhorar os rendimentos da classe média e dos grupos de salários baixos. Por outro lado, a OIT afirma que “quando o aumento na desigualdade de vencimentos é excessivo, representa perigo para o tecido social, assim como para a eficiência económica”, adiantando que este fosso traz problemas associados que se traduzirão em taxas de deliquência mais elevadas, menor expectativa de vida, má nutrição e um aumento na probabilidade de abandono escolar e trabalho infantil.
Concluindo que “a globalização [financeira] prejudica a maioria da população”, o relatório aponta o caso português para dizer que se “justifica plenamente a luta contra esquemas de precarização que se tornaram cada vez mais refinados em Portugal”.
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