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O socialismo traído
| Jornal - Cultura |
“Quando a reforma de Gorbatchov começou a produzir o desastre económico e a desintegração nacional, porque não mudou Gorbatchov de rumo, ou porque não o substituíram os outros líderes do Partido Comunista? Porque estava aparentemente tão frágil o socialismo soviético? Porque conseguiu o socialismo – pelo menos numa certa forma – sobreviver na China, na Coreia do Norte, no Vietname, em Cuba, ao passo que na União Soviética, onde aparentemente se encontrava mais enraizado e desenvolvido, não conseguiu durar? O desaparecimento da União Soviética era inevitável?”
Estas e outras questões são as que Roger Keeran e Thomas Kenny se propõem responder no seu livro O socialismo traído – Por trás do colapso da União Soviética, editado recentemente pela Editorial “Avante!”. Num estudo exaustivo, os dois autores, um economista e um historiador, passam em revista as diferentes fases da União Soviética, de Lenine a Gorbatchov, e deixam como uma possível conclusão o triunfo das teses social-democratas no seio do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) como tendo estado na origem da desagregação do país.
Uma leitura essencial para quem quiser compreender um dos processos mais marcantes do século XX.
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