Área Metropolitana de Lisboa
Hospital do Seixal - Um processo repleto de contradições
| Jornal - Área Metropolitana de Lisboa |
Anunciado como uma das prioridades de investimento no sector hospitalar para o período 2006-2009, o hospital do Seixal teima em não sair da gaveta com tudo o que isso implica de transtornos para a população do concelho. Câmara e Assembleia Municipal, e até mesmo a Assembleia Metropolitana de Lisboa, exigem ao Governo o que prometeu.
Servido apenas pelo Hospital Garcia de Orta, em Almada, o concelho do Seixl viu, em 2002, a proposta contemplada em Plano Director Regional dos Equipamentos de Saúde de vir a ter construído no seu território – concretamente na área Amora/Seixal – um novo hospital. Quatro anos mais tarde, é definido como prioridade a construção de raiz de “um novo hospital com cerca de 150 camas, localizado em terreno a identificar no concelho do Seixal”.
A 31 de Maio de 2006, o Ministério da Saúde, através do despacho n.º 12891/2006 hierarquiza por prioridades a construção dos novos equipamentos de saúde a serem construídos em parceira público-privado, estabelecendo a unidade do Seixal como a terceira prioridade, logo atrás do Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, e o novo hospital de Faro. Nesse ano ainda, um novo despacho do ministro Correia de Campos determinava a criação de um grupo de trabalho para definir a unidade do Seixal, o que deveria estar concluído até final de Novembro de 2006.
Em Abril de 2007, novo despacho anuncia que “o hospital do Seixal será direccionado para a prestação de cuidados em ambulatório, sem internamento”. A notícia foi motivo de protesto por parte das autarquias da margem Sul, dado que um dos problemas com que se debate a região é exactamente a falta de camas para internamento.
Com a entrada da nova detentora da pasta da Saúde, Ana Jorge, o processo como que voltou à estaca zero, tendo sido criado, em Abril do ano passado, um grupo de contacto com as câmaras municipais de Almada, Seixal e Sesimbra para acompanhamento do processo, tendo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo ficado encarregue de definir a tipologia do hospital.
Atrasos no cumprimento de prazos por parte do Ministério e dos organismos dele dependentes e os anúncios a 14 de Outubro de 2008 de lançar a construção do hospital da Póvoa do Varzim/Vila do Conde, tido como a sexta prioridade no despacho 12891 e a 31 de Outubro do novo hospital de Évora que no referido despacho constava como a quarta prioridade, vieram reforçar a contestação das autarquias.
Daí que, os eleitos municipais metropolitanos de Lisboa exijam ao Governo o cumprimento do Despacho do ministro da Saúde de 31 de Maio de 2006 e o ráido desenvolvimento do processo com vista à construção do hospital do Seixal.
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