
Plataforma por Monsanto contra ocupações
| Jornal - Área Metropolitana de Lisboa |
O vereador eleito pelo Bolco de Esquerda na Câmara de Lisboa, Sá Fernandes, pretende instalar no Parque Florestal de Monsanto os Bombeiros Sapadores, a Polícia Municipal e o Serviço Municipal de Protecção Civil. A Plataforma por Monsanto está contra e desenvolve uma campanha de sensibilização junto das diferentes forças políticas para impedir o que define como “ideias e propostas casuísticas”.
Várias associações e pessoas a título individual integram a Plataforma por Monsanto que foi criada quando surgiu a possibilidade da Feira Popular se transferir de Entrecampos para o Parque Florestal. A ideia – peregrina – não foi por diante e salvou-se aquele que é designado como o “pulmão verde” de Lisboa.
Deste modo, a defesa do património ambiental mais importante da capital tornou-se a principal razão da existência da Plataforma que, há vários anos, luta pela saída do campo de tiro daquele espaço. “Não é o local indicado para existir um campo de tiro que ainda por cima se situa paredes meias com o parque ecológico”, diz Carlos Moura, um dos membros da Plataforma por Monsanto, acrescentando: “há aspectos que merecem o nosso veemente repúdio como seja a poluição do solo e o ruído que o campo provocam”.
Agora, a organização de defesa do Parque Florestal tem pela frente uma nova batalha: impedir que para o antigo restaurante panorâmico sejam transferidos os Sapadores Bombeiros, a Polícia Municipal e o Serviço Municipal de Protecção Civil, uma proposta apresentada à Câmara Municipal de Lisboa pelo vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes.
“Pretende-se fazer mais edificações num local que tem de ser preservado como, aliás, o determina o Plano de Ordenamento e Requalificação do Parque Florestal de Monsanto. Este é o instrumento que deve orientar as intervenções e estas devem ser feitas de acordo com o que aquele instrumento contempla e não serem meras ideias e propostas casuísticas”, defende Carlos Moura.
A oposição da Plataforma à proposta de Sá Fernandes já foi dada a conhecer aos vereadores do PCP, do Bloco de Esquerda e do Movimento Cidadãos por Lisboa, assim como aos eleitos na Assembleia Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes”. O assunto motivou mesmo uma deslocação da Comissão de Urbanismo e Ambiente da Assembleia Municipal de Lisboa ao local e uma interpelação ao Executivo de António Costa subscrita pelos eleitos comunistas naquele órgão que pretendem que o mesmo seja informado da proposta de Sá Fernandes e ser ouvido sobre a matéria.
“Não é apenas de novas edificações que falamos. A serem transferidos para Monsanto todos aqueles organismos municipais será necessário abrir novas vias, o que também nos suscita muitíssimas reservas. Para além da sua importância ambiental, o Parque é um espaço de lazer dos habitantes da cidade de Lisboa e como tal deve ser preservado”, salienta Carlos Moura, adiantando que a Plataforma “irá continuar a sua campanha de sensibilização junto dos órgãos autárquicos e forças políticas neles representadas, estando mesmo prevista uma intervenção na próxima sessão pública da Câmara de Lisboa”.
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