“De nada vale a António Costa, agora presidente da Câmara de Lisboa, sacudir a água do seu capote e atirar com as culpas para o Governo do PS: tal como agora na autarquia, o mesmo António Costa, até há dois anos, enquanto ministro da tutela, também nada fez pela segurança em Lisboa”. A acusação é da CDU que defende “medidas urgentes que garantam a segurança das pessoas”.
Em comunicado, a Coligação afirma que “as questões de segurança não são apenas questões de polícia. Têm origem em problemas sociais, discriminações, situações de exclusão, pobreza, desemprego”, defendendo que “não perceber isto é não querer resolver o problema”.
As recentes ocorrências num bairro social das Olaias, dizem os comunistas e seus aliados, “vieram confirmar as análises sobre problemas de segurança que a CDU divulga há nove anos” e acrescentam: “Lamentalvemente, a Câmara Municipal de Lisboa não estabeleceu até hoje uma política de segurança que impeça situações como as que se viveram recentemente, mostrando total incapacidade de entender o que se passa e como se combate esta situação”.
O fecho das esquadras do Rego e da Avenida João Crisóstomo, a par da instalação da Divisão de Trânsito na Alta de Lisboa em instalações que a autarquia havia cedido para uma esquadra são, no entender da CDU, medidas que confirmam o alheamento e má condução política por parte do Governo em relação à segurança na capital. “A CDU defende que não devem ser encerradas esqquadras de bairro e postos da PSP sem que outras as substituam. A Câmara de Lisboa liderada pelo PS nem se pronuncia. O Governo faz o contrário: fecha primeiro e pensa depois em eventual substituição. O resultado está à vista”, lê-se no comunicado.
Para além de criticar a actuação de Governo e autarquia em relação à segurança na cidade de Lisboa, a Coligação aponta um conjunto de medidas passíveis de aumentar a segurança como seja “mais política social nos bairros [problemáticos], mais equipamentos, mais iluminação pública e mais limpeza, policiamento de proximidade, mais esquadras de bairro e zonas residenciais, reforço do funcionamento do Conselho Municipal e da Polícia Municipal”.