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postheadericon Câmaras municipais são os maiores empregadores

Jornal - Área Metropolitana de Lisboa

A Comissão Permanente de Coesão Social da Assembleia Metropolitana de Lisboa elaborou um estudo sobre o emprego e a qualificação na Área Metropolitana de Lisboa (AML) que, sem ser conclusivo, revela que na região o emprego é mais qualificado que no resto do País. Outro dado relevante, o facto de em muitos concelhos da AML serem as câmaras municipais as maiores entidades empregadoras no território do respectivo município.
A dificuldade de obter dados a nível de cada concelho é evidenciada pela Comissão que para conseguir elaborar o relatório utilizou os indicadores do Instituto Nacional de Estatística e dos Quadros de Pessoal do Ministério do Emprego e da Solidariedade Social, alguns dos quais apenas podem dar uma ideia aproximada, uma vez que não são tão recentes quanto seria desejável. Assim, e partindo dos dados demográficos disponíveis verifica-se que, entre 1996 e 2007, a população da AML cresceu 7,6 por cento, passando de 2,6 milhões para 2,8 milhões de habitantes. O crescimento não foi generalizado, tendo alguns concelhos visto diminuir a sua população como foram os casos de Lisboa (menos 20 por cento), Barreiro (menos 4,3 por cento) e Amadora (menos 3,5 por cento).
Por outro lado, os indicadores demográficos mostram que a população da AML, naquele período, envelheceu: o peso da população com menos de 25 anos desceu de 31 por cento para 26 por cento. Lisboa, Barreiro e Oeiras são os concelhos com menor percentagem de população jovem, isto é, de idade inferior a 25 anos (inferior a 25 por cento do total), enquanto que Sintra, Mafra e Moita são os de maior percentagem de população jovem (superior a 28 por cento do total).

Emprego e qualificações

No final do terceiro trimestre de 2008, a população activa na região de Lisboa, com idades entre os 15 e os 64 anos, era de 1.445.300 habitantes, o que correspondia a 25,6 por cento da população activa do País. Dos activos da AML 7,45 pontos percentuais tinham menos de 25 anos. Na mesma altura estavam empregados na região cerca de 1,3 milhões de habitantes, sendo que o emprego no sector empresarial público e privado representava 32 por cento do emprego no Continente.
Quanto ao peso dos postos de trabalho por sectores destaca-se o dos serviços que empregava, no final de 2008, 77 por cento dos activos, correspondendo a 892,2 mil trabalhadores. Seguia-se o sector da indústria e transformação com 239,5 mil trabalhadores e o da agricultura, silvicultura e pescas com 5,9 mil trabalhadores.
O estudo da Comissão de Coesão Social revala ainda que a AML detém a maior percentagem de trabalhadores com o ensino secundário completo, bem como a maior percentagem de trabalhadores com habilitações ao nível do ensino superior. Na distribuição dos trabalhadores por níveis de qualificação, a AML tem a maior percentagem de quadros superiores e médios (20 por cento), bem como de quadros altamente qualificados (10 por cento). Por sua vez, os profissionais não qualificados e semi-qualificados representam 24 por cento do total, contra os 28 por cento e 35 por cento de, respectivamente, Norte, Centro e Algarve e Alentejo.
No final do terceiro trimestre de 2008, o número de trabalhadores por conta de outrem na região de Lisboa era de 1.137.600, sendo que cerca de 27,78 por cento destes auferiam um salário inferior a 600 euros. No entanto, dados de 2006, indicam que no que toca a remunerações elas são mais elevadas na região que no resto do País: o salário médio rondava os 1.200 euros face aos 936 euros da média para o Continente.
Dos trabalhadores por conta de outrem apenas 850.200 tinham contrato sem termo, ou seja, cerca de 26 por cento dos activos estavam em situação de vínculo precário (em 2005, esta percentagem era de 21,7 por cento). A precariedade atinge sobretudo os jovens, atendendo a que, no final do terceiro trimestre de 2008, 66,8 por cento dos trabalhadores com menos de 25 anos tinha um contrato não permanente, o que equivale a dizer que em cada 10 jovens, sete encontravam-se em situação de precariedade laboral.