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postheadericon Um ano repleto de realizações

Jornal - Destaque

As comemorações do 125.º Aniversário de A Voz do Operário chegaram ao fim. Foi um ano repleto de realizações que também serviram para relançar a Instituição não só na cidade de Lisboa, mas em toda a sua Área Metropolitana. Do fado ao teatro, passando pelas iniciativas destinadas aos mais novos, o vasto programa teve muitos momentos altos, sendo de destacar a grande participação de associados e amigos de A Voz nas diferentes realizações. Agora, em tempo de balanço, recordam-se esses momentos e preparam-se já as comemorações do 126.º Aniversário e dos 130 anos do jornal A Voz do Operário (ver texto na página 3).
No dia 13 de Fevereiro de 2008, tiveram oficialmente início as comemorações dos 125 anos de A Voz do Operário com uma sessão solene presidida pelo Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, no decorrer da qual A Voz homenageou a Fundação Calouste Gulbenkian e assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa para a instalação de um elevador que facilitará o acesso ao Salão de Festas. Presentes na sessão estiveram várias individualidades e entidades que aceitaram integrar a Comissão de Honra do 125.º Aniversário que foi presidida pelo Presidente da República, Anibal Cavaco Silva.
Três dias após a sessão que deu início formal às comemorações realizou-se um jantar de convívio e solidariedae para com A Voz em que participaram mais de 500 pessoas. Aliás, a solidariedade para com a Instituição marcou decisivamente este ano de celebrações. De salientar a campanha de donativos que, em Fevereiro de 2009, atingiu o montante de 524.336,96 euros (ver página 4), a exposição/venda de artes plásticas com mais de duas dezenas de artistas representados que doaram as suas obras, cuja venda reverteu a favor de A Voz do Operário.
Igual solidariedade veio de Eugénia Cunhal que lançou um livro de crónicas - “Escrita de Esferográfica” - que se encontra à venda por 10 euros, valor que reverte para a Instituição. E claro está a solidariedade de Carlos do Carmo que doou a receita do espectáculo com que assinalou os seus 45 anos de carreira como fadista, a qual atingiu cerca de 160 mil euros.
Todas estas valorosas ajudas tiveram um objectivo: a obtenção de verbas que vão permitir levar por diante um conjunto de projectos importantes para acautelar o futuro da Instituição.
Na celebração dos 125 anos um outro aspecto é merecedor de destaque. Por fim, o Ministério da Educação retomou os contratos-programa que permitem a alunos oriundos de famílias de menores recursos estudarem nas escolas de A Voz do Operário.  

As festas dos mais novos

As crianças e jovens de A Voz do Operário tiveram uma participação importante nos festejos do 125.º Aniversário. Desde logo, na sessão solene em que ficaram responsáveis por receber os convidados e cantar para eles o hino da Instituição.
No dia 10 de Junho, mais de 70 crianças de A Voz desceram a Avenida da Liberdade integradas nas Marchas de Lisboa. O tema da marcha infantil de 2008 foram os 125 anos da Sociedade e foi composto por Sara da Costa e Vítor Pires.
Ainda em Junho, de novo as crianças e jovens de A Voz estiveram em força no espectáculo infantil realizado no Fórum Lisboa. Para elas e para todas as que encheram o espaço houve ainda as actuações de José Barata Moura, Carlos Alberto Vidal e Samuel.
Há mais de três décadas, uma peça musical marcou o panorama cultural português. Tratou-se de “Os Operários de Natal” com letras de José Carlos Ary dos Santos e música de Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho que, em Dezembro, na Festa de Natal, os alunos do 1.º ciclo da escola da Graça de A Voz recriaram, recordando que “quem faz o Natal para todos nós são os amigos”.
O programa dos 125 anos dedicado aos mais novos culimnou em Janeiro com um espectáculo musical a cargo da Companhia de Teatro Infantil de Cuba “La Colmenita”.

Teatro e fado

As comemorações do 125.º Aniversário de A Voz do Operário não poderiam esquecer a canção de Lisboa por excelência, isto é, o fado. Em Março, teve lugar o primeiro espectáculo com a Grande Gala do Fado organizada conjuntamente com o Grupo dos Amigos do Fado e da Verdade e em que participaram, entre outros, os fadistas Américo Sousa, Carlos Sobral, Fernando Oliveira Júnior, Jaime Dinis, Lino Ramos, Ana Maurício, Ana Sofia Branco, Marta Rosa e Tina Santos.
No dia 21 de Junho, um grande espectáculo multimédia recordou a fadista Hermínia Sousa, uma das vozes mais castiças do fado de Lisboa. Maria Mendes deu voz aos temas imortalizados por Hermínia, numa iniciativa que teve o apoio das juntas de freguesia de São Vicente de Fora, Santo Estevão, Madalena, Sé, São Cristóvão e São Lourenço, Santa Engrácia, Santiago e Castelo.
Quase a terminar o ano, o Pavilhão do Atlântico encheu-se para ouvir “Fado Maestro”, o espectáculo preparado por Carlos do Carmo para assinalar os seus 45 anos de carreira artística, cujas receitas reverteram a favor de A Voz. Ao lado deste nome grande da canção portuguesa estiveram Carminho, Maria Berasarte, Gil do Carmo, Camané e Mariza, numa noite memorável.
O teatro não foi esquecido. “A Pena e a Lei” foi representada na Voz pela Associação Recreativa “Os Restauradores de Avintes”, enquanto que o Teatro Aberto/ Novo Grupo ofereceu uma ante-estreia da sua peça “Omnisciência” a sócios e trabalhadores da Instituição, ante-estreira essa que serviu igualmente para assinalar os 125 anos de A Voz.

Mas houve mais

Não houve praticamente mês nenhum entre Fevereiro do ano passado e Fevereiro deste ano em que não se tenha realizado, pelo menos, uma iniciativa. Recorde-se que em Junho, mês das Festas de Lisboa, de marcha e arraial – o da Voz conquistou a primeira classificação na apreciação da Gebalis – também os ritmos do Caribe se fizeram ouvir, na Noite Cubana que inclui uma mostra de gastronomia daquele país e um baile ao som do grupo “Sol de Cuba”.
No mês anterior, outra mostra da cultura latino-americana esteve presente. O  Festival Internacional de Tango Argentino que, durante quatro noites, levou o baile (milonga) ao Salão de Festas.
De salientar também os ciclos de cinema, um dos quais dedicado ao cineasta português Joaquim Leitão que decorreu ao longo de quase um mês e os jogos desportivos que, em Abril e Maio, trouxeram muitos praticantes à Voz.
O vasto e diversificado programa com que foram celebrados os 125 anos de A Voz do Operário também teve por objectivo relançar a Instituição, o que em grande medida foi conseguido não só pela atenção dada pela comunicação social às diversas iniciativas como pela grande adesão de sócios e amigos da Sociedade às mesmas.
O balanço é, naturalmente, positivo e muito do que foi conseguido ao longo deste ano de comemorações terá repercussões no futuro de A Voz.