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Espectáculo de Carlos do Carmo
| Jornal - Destaque |
O Pavilhão do Atlântico, ao Parque das Nações, recebe no dia 29 deste mês, um espectáculo comemorativo dos 45 anos de carreira de Carlos do Carmo e do 125.º Aniversário de A Voz do Operário. Confuso? Nem por isso. O fadista está a celebrar quase meio século de carreira na música e, num gesto de grande generosidade e solidariedade, decidiu oferecer um espectáculo à Voz. Agora compete a todos os sócios, amigos e simpatizantes de A Voz estarem presentes no evento, fazendo dele uma grande festa da amizade e da solidariedade.
No palco do Pavilhão Atlântico não vai estar apenas Carlos do Carmo. Ao seu lado e a seu convite vão também estar Camané, Mariza, Carminho e Maria Berasarte. Todos eles são amigos do fadista de Lisboa, tendo Camané já participado noutros espectáculos a seu lado, nomeadamente aquando da celebração dos seus 35 anos de carreira. Quanto a Mariza foi o próprio Carlos do Carmo que afirmou ao jornal A Voz do Operário que se trata de retribuir as muitas vezes que a fadista o convidou para recitais em que participou. Carminho é uma nova e jovem voz do fado que poderá vir a ser a legítima representante do “fado aristocrático”, enquanto que Maria de Berasarte vem de Espanha para revelar que é possível misturar fado e flamenco.
O espectáculo do dia 29 de Novembro tem ainda outra garantia de ser um grande evento; a produção tem a chancela de Luís Montez (ver entrevista nas páginas 8 e 9) que, entre inúmeras outras realizações, é responsável pelo festival do Sudoeste alentejano que todos os anos leva milhares de participantes à Zambujeira do Mar e pelo festival Super Rock Super Bock.
Com todos os ingrediantes certos, o espectáculo promete ser memorável e para tanto fica o convite a todos os que gostam, respeitam e vêem como louvável a actividade desenvolvida por A Voz do Operário para que estejam presentes.
As receitas de bilheteira revertem a favor de A Voz e são necessárias para fazer face a investimentos programados e em curso com os quais se pretende dotar a Instituição de maior autonomia financeira por forma a encarar o futuro com mais desafogo e a levar por diante o seu trabalho nas áreas da educação, ensino, apoio social, cultura, desporto e solidariedade.
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