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130 anos

Início - Editorial - Continuação do ciclo eleitoral

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Jornal - Editorial

O ciclo eleitoral terá brevemente continuidade e as eleições legislativas e autárquicas estão à porta...
Sem cair no tendencial mas provavelmente legítimo discurso pessimista, importa considerar com clareza que o País atravessa tempos difíceis e que estes dois actos eleitorais têm um peso determinante, quer pela componente mais global e estratégica da eleição do governo e dos partidos, quer pela componente mais específica da escolha dos autarcas eleitos.
Por conseguinte, está muita coisa em causa... Talvez por isso, desde há alguns meses, assistimos já às quase campanhas e pré-campanhas, com notória euforia dos envolvidos. Simultaneamente, a euforia parece não se generalizar pelos votantes, devendo tal facto decorrer das agravadas condições de vida, da precariedade de diferentes esferas sociais e, sobretudo, das políticas e dos governos alternados nos últimos anos mas que na essência preconizam os mesmos valores e interesses, distintos do que é realmente importante no quotidiano.
Os resultados das eleições europeias de 7 de Junho foram indiscutíveis no que respeita ao descontentamento face às orientações políticas vigentes, pelo que é importante contrariar a tendência a que se assiste nas democracias contemporâneas (e em Portugal com taxas de abstenção significativas): o distanciamento político. “Estranhamente” nem todas as forças partidárias parecem estar preocupadas ?!?
Embora possa parecer algo inacessível, cada um de nós e o colectivo de forma mais significativa e preponderante pode avaliar e orientar o desempenho dos políticos. É verdade que muitas das decisão são tomadas de forma ditatorial ou com uma superioridade incontestável, quando previamente se prometeram referendos, etc., mas não deixa de ser irónico assistir à alteração dos discursos depois dos resultados eleitorais, como visível nas europeias.
Assim, perante a grave recessão económica, cujas consequências se prolongarão, perante a instabilidade política, a ausência de respostas económicas e sociais eficazes, o elevado desemprego, o incremento das desigualdades, o retrocesso e degradação do aparelho produtivo do país, a orientação das verbas públicas, os investimentos despropositados, ... é premente a participação democrática de todos e nosso dever cumprir o direito adquirido do voto.

 
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