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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Início - Editorial - Ouvem-se já os clamores!

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postheadericon Ouvem-se já os clamores!

Jornal - Editorial
As acções levadas a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP e que, dito com orgulho pelos próprios, ultrapassam largamente os ditames do “acordo” assinado com a tríade, vulgarmente designada troika, não podem deixar de lembrar as acções daqueles esbirros que ansiosos de agradar aos seus patrões levam os seus desmandos bem mais além do que as ordens mais funestas dos seus amos.
Assim com um zelo destruidor levado ao paroxismo se foram executando os piores massacres da história. Graças às acções destes, os dominados tem sido vítimas das piores condições de dominação, por vezes ainda piores das que os dominadores congeminaram, pese embora os últimos bem pouco se importem com isso, excepto no momento em que o crescimento da revolta resulta na rejeição e finalmente na libertação da opressão. Nesse momento os dominantes atiram as culpas nos seus sátrapas e escapam, na maior parte das vezes incólumes, à justa fúria e indignação popular.
Todo o poder opressor só funciona com a colaboração activa de camadas da população, normalmente as privilegiadas ou aquelas cujos privilégios advêm dos favores da opressão. Assim foi com todos os poderes ocupantes, assim foi também com os poderes coloniais, assim é hoje também com o primado dos potentados económicos multinacionais sobre os povos. No nosso caso, como aliás nos casos de outros povos europeus, chama-se a esse poder FMI-EU-BCE e social-democratas (socialistas) ou conservadores aos seus sátrapas, mas que noutros casos dá pelo nome de NATO ou de aliados ocidentais, sem que o resultado final seja diverso da apropriação dos recursos e meios de produção, reduzindo os trabalhadores a peças produtivas privadas da maior parte de direitos e dignidade.
Mas assim como só funciona com a colaboração destas cliques, também só pode impor-se pela apatia, a resignação, ou o beneplácito das vastas massas. Sem a sua colaboração ou passividade nunca um poder se pôde impor à vontade dos povos. Assim a resistência e a não colaboração com os poderes opressores e com os seus serventuários locais são peças fundamentais para retomar a via da construção de uma sociedade solidária e de iguais direitos e oportunidades. É portanto imperativo lutar e é possível vencer. Da matinal canção ouvem-se já os clamores.