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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Editorial
O roubo dos rendimentos dos portugueses, desviado criminosamente para uma banca que se vai revelando como o parasita que é ao longo do tempo, mostrou, para quem quer que tivesse dúvidas a natureza do Governo do PSD/CDS-PP.
Para quem se der ao trabalho de um pequeno exercício de memória, recordará certamente o escândalo que o PSD armou a propósito do PEC IV, as suas juras de não aumentar os impostos, de não penalizar os rendimentos dos portugueses. Ou recordará também as tiradas de grande alcance social do CDS-PP, do qual a comunicação social indicou tratar-se de um contrapeso social à postura mais liberal do PSD.
Mas a verdade é que a única diferença em relação ao Governo PS, era avançar mais rapidamente e em força na destruição do Estado e na miserabilização, embrutecimento e dependência da caridade privada, da população, coisa que os sucessivos PEC’s faziam devagar, mas que estes se propõem fazer de forma violenta.
As lutas que vão ter lugar durante todo este mês de Novembro, de utentes de serviços públicos, de trabalhadores do sector da saúde, da educação, dos transportes, de reformados, de estudantes, são por isso muito mais do que lutas pelos direitos laborais e sociais, pelo respeito aos rendimentos, pela dignidade e direito ao trabalho, pela defesa de soluções que passem pela reactivação do sector produtivo. São lutas pela soberania do país, pela manutenção das suas capacidades, pelo impedimento da venda das poucas parcelas da economia que são nacionais ao capital estrangeiro, são em última análise lutas pela existência do país.
Quando há dois editoriais atrás chamei este Governo de Comissão Liquidatária não estava, contrariamente ao que parecia a utilizar uma hipérbole. Chamava-o de Comissão Liquidatária porque é o nome que se dá a um conjunto de pessoas que impede uma unidade produtiva de produzir, limita os rendimentos desta, promove a venda das suas capacidades produtivas e os seus recursos a outrem, e por valores ínfimos com grave prejuízo, e incapacita os elementos dessa unidade de acederem ao conhecimento aos avanços científicos e tecnológicos, e ainda impede a integração destes na capacidade produtiva autóctone.
Numa qualquer fabriqueta, por pequena que fosse, indivíduos deste calibre estariam já sob acusação de gestão danosa e é também o que estes senhores mereciam. Por isso a única resposta possível é a do fortalecimento de todas estas lutas, seja directamente seja por acção solidária, e garantir que a greve geral não deixe qualquer espaço à prossecução destas políticas daninhas para o nosso País e para o nosso povo.