A Inter-Reformados, organização da CGTP-Intersindical para os reformados, reuniu, no dia 11 de Dezembro, a sua 6.ª Conferência Nacional. Na reunião magna, os participantes exigiram outra política social para uma reforma digna e aprovaram a sua acção reivindicativa imediata que passa por melhorar as condições de vida da população idosa.
Entre as acções aprovadas, uma delas passa pela definição de uma política integrada para a população reformada e idosa que tenha em conta o progressivo envelhecimento da população – hoje as pessoas com mais de 65 anos representam 17,4 por cento da população portuguesa valor que em meados do século atingirá os 30 por cento -, o aumento do número de pessoas dependentes e a necessidade de uma participação plena deste grupo etário na sociedade. A Inter-Reformados destacou o importante papel das pessoas idosas para a vida económica, cultural e social, bem como o seu saber e experiência.
Naruralmente que para garantir melhores condições de vida a reformados e idosos são necessários melhores pensões e prestações sociais. Deste modo, o documento aprovado pela Conferência Nacional exige o aumento das pensões por forma a assegurar uma melhoria do poder de compra, com a consequente revisão dos critérios do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) e a revogação do factor de sustentabilidade que conduziu à diminuição do valor das pensões.
Em matéria de prestações sociais, a Conferência reivindicou a correcção do cálculo de todas as pensões atribuídas entre Maio de 2007 e Dezembro de 2008, com a aplicação das regras anteriormente em vigor e o aumento dos subsídios de dependência.
Outra das áreas a merecer a atenção dos participantes foi a da saúde, com a reivindicação, entre outras medidas, da criação de serviços de geriatria nos centros de saúde e hospitais, um plano nacional para a criação de serviços públicos domiciliários de enfermagem e de assistência médica para idosos dependentes, o aumento da comparticipação nos medicamentos para reformados e pensionistas detentores de pensões inferiores ao salário mínimo nacional e o alargamento do leque de medicamentos genéricos.