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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Internacional

Envolvido profissional e emocionalmente com crianças e jovens há longos anos, a elas dedicando carinho, atenção, amor, tanto respeito quanto a atmosfera que se respira. Perdoem os seus familiares, é considerá-los como se fossem nossos também, para melhor os sentirmos e vivermos, no seu percurso em harmonia, na felicidade do seu quotidiano.
Pequenos grandes doutores, de onde colhi e continuo a colher, verdadeiras lições de vida.
Aprendo mais do que ensino, ainda que supondo ensinar.
Humildemente vos agradeço.
Tenho pois, por inerência, uma sensibilidade acrescida, no tocante às injustiças, barbaridades, crimes envolvendo menores. Massacres, molestações, abusos, violações.
A violação sexual, perpretrada contra quem quer que seja, constitui, por si só, um dos crimes mais hediondos. Acresce que, praticado contra crianças, por membros da família e pior ainda pelos seus progenitores, é inconcebível.
Imperdoável.
Que insanidade é esta? Que valores se podem incutir a mentes tão doentias? O que se passa?
Sublinho violações, para referir um caso que me tocou profundamente, até pelas suas implicações. Notícia que dava conta de uma menina de nove anos, violada pelo pai, assistida no hospital e detectada grávida de gémeos. Aconteceu no Brasil, como poderia ter acontecido em qualquer lugar no planeta.
Ponderada a gravidade da situação, e correndo a menina risco de vida, decidiram os profissionais de saúde, optar pelo aborto. Decisão que me parece justa, humana e responsável. Imperativo de consciência sobre todas as leis.
Como se o sofrimento desta criança, não fosse suficiente, eis que, um membro influente da igreja católica local, (Bispo creio), desata a excomungar, quantos participaram no acto médico. Isto é, médicos, assistentes, a mãe que autorizou e a própria menina. Esta sob todos os aspectos, absolutamente inocente. O pai violador, esse não.
Atente-se ainda, que o Vaticano à posteriori, veio apoiar as decisões desse seu membro.
Argumentos, tê-los-ão sempre. Impõe-se, isso sim, bom senso, solidariedade. É preciso sair da concha, ajudar, compreender a sociedade nos graves problemas que esta enfrenta. A menina poderá, se viver e ultrapassar este trauma, ter os seus filhos em condições normais, ninguém o nega.
Assim não.
Devemos questionar e reflectir.