A Voz do Operário vai realizar uma sessão evocativa de Manuel Correia Lopes, cidadão empenhado e participativo, dirigente sindical e associativo, no dia 12 de Maio, às 18 horas. A iniciativa tem o apoio da CGTP-Intersindical Nacional e do Sindicato dos Têxteis do Sul.
A sessão evocativa contará com representantes da família de Manuel Lopes, do Sindicato dos Têxteis do Sul, da CGTP-IN, da Igreja Católica e do PCP. No decorrer da mesma será projectado um filme sobre o dirigente sindical, deputado e homem do movimento associativo e haverá um convívio entre convidados, trabalhadores e sócios de A Voz do Operário.
Manuel Lopes faleceu há dez anos. No seu percurso sindical e político deixou o exemplo do combate por uma vida melhor, o seu sentido de solidariedade e fraternidade, de busca permanente da unidade dos trabalhadores contra a exploração e as injustiças sociais. Deixou o exemplo de um sindicalista que honra a história do movimento sindical português.
Desde a sua juventude que Manuel Lopes interveio como cidadão politicamente empenhado. Aos 15 anos integrou a Juventude Operária Católica (JOC), tendo sido inclusivamente vice-presidente diocesano da JOC/Lisboa. Pertenceu às comissões socio-profissionais da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) e participou nas acções anti-fascistas da Igreja de São Domingos e da Capela do Rato.
Em 1970, com 26 anos de idade, foi eleito presidente do Sindicato dos Lanifícios de Lisboa e na qualidade de dirigente sindical foi um dos fundadores da CGTP-Intersindical Nacional. Foi também fundador do Movimento da Esquerda Socialista (MES), em 1973. Abandonou a formação pouco depois do 25 de Abril de 1974 e como independente integrou as listas do PCP à Assembleia da República, tendo sido deputado entre 1980 e 1985. Em 1990, foi eleito pelo PCP na Assembleia Municipal de Lisboa, onde permaneceu durante três mandatos.
Na qualidade de dirigente sindical, condição que nunca abandonou, presidiu à abertura do I Congresso da CGTP-IN em 1975 e foi eleito para os seus órgãos dirigentes no II Congresso, cargo que manteve até falecer, em 1999.
No que toca à sua participação na vida associativa, Manuel Lopes integrou a direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e foi presidente da mesa da Assembleia Geral de A Voz do Operário que, em Fevereiro de 1999, lhe prestou homenagem.