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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Voz

A partir do momento em que uma criança, aos 6 anos (às vezes ligeiramente antes, outras vezes ligeiramente depois), ingressa na escolaridade obrigatória adquire um estatuto – o de aluno – o qual a acompanha por longos anos. Ser aluno envolve várias responsabilidades, entre as quais, obviamente, as de aprender e transitar de ano. Para alguns, as aprendizagens escolares não implicam grandes mistérios e decorrem com a mesma naturalidade com que se respira, corre e salta. Para outros, por razões diversas, as aprendizagens escolares representam uma grande dificuldade, até porque muitas vezes acumulam-se de ano para ano, tornando-se progressivamente mais limitativas e, consequentemente, frustrantes.
Nas férias de Verão, e para os alunos que transitam de ano sem a totalidade das competências adquiridas, levanta-se sempre a questão: fazer trabalhos escolares durante as férias para recuperar ou dar férias totais às preocupações escolares?
Cada caso é um caso e o que vale para uma situação não vale necessariamente para outro. Em primeiro lugar, qualquer trabalho a realizar durante as férias não deve ser nem demasiado “pesado” para a criança, em termos do tempo que lhe ocupa e da carga que tem, nem aparecer sob a forma de castigo ou punição. Assim, devem ser explicadas claramente à criança as razões pelas quais é conveniente ela fazer alguns trabalhos escolares durante as férias e ela deve ser o mais envolvida e motivada possível para a “causa”. Normalmente, as crianças aderem bem a tudo aquilo que lhes é explicado com lógica e de uma forma que lhes faz sentido, sendo este tipo de actuação muito mais eficaz do que a simples imposição do estudo. No entanto, todo o trabalho tem que ser estipulado com bom senso e a maior parte das horas do dia têm que estar livres para a criança brincar, sair, ir à praia, estar com os amigos, etc. Ao mesmo tempo, deverá existir um período das férias totalmente isento de preocupações e trabalhos escolares para que a criança possa efectivamente descansar e explorar outras coisas.
No caso dos alunos que transitam sem dificuldades, coloca-se muitas vezes a questão de fazer trabalhos durante as férias para não “esquecerem” a matéria. Naturalmente, os trabalhos recomendados pelo professor devem ser realizados, de preferência de forma contínua ao longo das férias e não todos concentrados num curto espaço de tempo. De resto, aquilo que parece mais aconselhável é que as crianças usem as férias de Verão para se divertir, não esquecendo que existem um inúmero leque de actividades que permitem aprender e estimular a mente de uma forma lúdica – ler, desenhar, escrever, apanhar plantas e catalogá-las, fazer “workshops”, fazer pesquisas sobre um assunto interessante, ir ao cinema, fazer teatro, aprender a tocar um instrumento musical, etc.
Acima de tudo, como em tudo o mais, é importante existir equilibrio e bom senso.