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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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postheadericon Relatório e contas aprovado

Jornal - Voz

Em Assembleia Geral de sócios realizada no dia 15 de Abril foi aprovado o Relatório e Contas de A Voz do Operário relativo ao ano de 2009. Quanto à actividade desenvolvida destaque para a área social e de património. Preocupante é, no entanto, a situação financeira que, desde já, obrigou à descontinuidade do 3.º ciclo do ensino básico.
O ano que passou teve vários momentos altos na vida da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário, nomeadamente, as comemorações do 126.º aniversário da Instituição que contou com uma homenagem ao atleta olímpico Nelson Évora e do 130.º aniversário do jornal A Voz do Operário que culminou com uma Conferência sobre Imprensa Operária e Assocativa em que participaram cerca de uma centena de conferencistas.
Por outro lado, dois importantes melhoramentos foram concretizados; a instalação de um elevador de acesso ao Salão de Festas e a nova cobertura – que substituiu a de amianto – do ginásio grande e o novo piso do mesmo. Em matéria de património há ainda a assinalar a renovação da instalação eléctrica e o reforço da segurança do espaço escolar com a instalação de um sistema de acesso por identificação digital.
Na vertente escolar continuou a assistir-se a um decréscimo do número de alunos, mais significativo nos 2.º e 3.º ciclos que inviabilizou mesmo a constituição de uma turma de 7.º ano. No entanto, em termos pedagógicos as escolas de A Voz do Operário da Graça e da Ajuda permanecem como uma referência, sendo que na Ajuda o número de crianças cresceu, tornando mais premente a necessidade de ser encontrado um novo espaço para a escola, dada a procura que a mesma tem e o facto do actual impedir de dar resposta a todos os pedidos de inscrição que a escola da Ajuda recebe.
No que ao apoio social respeita, em 2009, houve um crescimento da actividade, em especial no tocante aos idosos e às crianças. O alargamento do apoio domiciliário resultou em cerca de 9.500 refeições servidas e quatro mil higienes pessoais realizadas, enquanto que a abertura de uma nova sala na creche – embora não comparticipada pela Segurança Social – permitiu acolher uma dezena de crianças, aliviando desta forma a lista de espera. Recorde-se que a candidatura de A Voz ao programa AMA foi aprovada, decorrendo negociações com o Minsitério do Trabalho e Segurança Social com vista ao alargamento do espaço destinado à creche que acolhe crianças dos quatro meses aos três anos de idade.
Marcha infantil, arraial, jogos desportivos de Abril e Maio, entre outras iniciativas, marcaram também a actividade de A Voz do Operário no domínio associativo, enquanto que o jornal A Voz do Operário manteve a sua periodicidade mensal e a regularidade da sua saída, informando os associados não só da actividade da Instituição, mas de outras matérias que a generalidade da comunicação social não noticia.

Descontinuidade do 3.º ciclo

Há uma década que as condições de vida do povo português se vêm degradando do ponto de vista económico. A crise não é recente, nem o seu fim está à vista e as famílias sentem-na diariamente.
Também na Voz, as dificuldades sentidas pelas famílias se reflectem e, nos últimos anos, tem-se assistido a um decréscimo do número de alunos do 3.º ciclo, ciclo este que dado o número de disciplinas implica um número significativo de docentes. No ano lectivo 2009/2010, em resultado do baixo nível de inscrições foi tomada a decisão de não constituir turma do 7.º ano. Agora, a Direcção tomou a decisão de descontinuar o 3.º ciclo dado que as receitas actuais e previstas eram manifestamente insuficientes para fazer face às despesas.
Uma decisão difícil, mas que se impunha dado que a situação financeira de A Voz do Operário é preocupante. Os esforços desenvolvidos durante o ano de 2009 não foram suficientes para inverter a difícil situação económica que se vem agravando nos últimos anos. De facto, e apesar de alguma melhoria na situação de tesouraria, fruto da obtenção de receitas extraordinárias, difíceis de repetir, os resultados de 2009 voltaram a ser negativos no montante de mais de 260 mil euros, elevando para mais de 1,2 milhões de euros os prejuízos acumulados em resultados transitados.