Com o novo ano chegam também os novos preços de bens e serviços, quase todos eles com aumentos superiores aos 2,5 por cento de inflação que o Governo prevê e penalizando ainda mais as famílias portuguesas, mormente as de mais baixos recursos. Entre os maiores aumentos já conhecidos sobressaiem os da electricidade e do pão.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) já confirmou que o aumento médio das tarifas de electricidade para 2009 será de 4,9 por cento, embora para os clientes domésticos a subida seja de 4,3 por cento, ou seja, 1,8 pontos percentuais acima da inflação prevista (a verificada no final de cada ano acaba sempre por ser superior). Contas feitas a maioria dos consumidores – 5,5 milhões - verá a factura mensal de electricidade subir acima dos 40 euros.
Também já anunciado pela Associação de Comércio e de Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares está a subida do preço do pão – base alimentar de muitas famílias – entre os oito e os nove por cento. Recorde-se que, entre 2002 e 2006, a Autoridade da Concorrência verificou que o pão regiustou o maior aumento de preços entre a classe dos Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas. Aliás, esta entidade denunciou a prática de concertação de preços entre as empresas do sector e aplicou uma multa às empresas identificadas que corresponde a dez por cento do volume de negócios destas...
As rendas de casa vão sofrer um agravamento de 2,8 por cento, mais 0,3 pontos percentuais que a inflação prevista, mas de acordo com a verificada até Agosto do ano passado.
Entretanto, os operadores de transportes colectivos de passageiros apresentaram ao Governo uma proposta de aumentos do preço das tarifas em 5,8 por cento, com o argumento de que o Executivo, no ano passado, congelou o preço dos passes socais e com o aumento do custo do gasóleo. Esta proposta já foi alvo da contestação do Movimento de Utentes dos Serviço Públicos que a classifica de “abusiva” e “incompreensível”.
Abaixo da inflação prevista apenas é conhecido o aumento das portagens nas auto-estradas. O crescimento é calculado com base na inflação registada em Outubro de cada ano transacto pelo que em média viajar em auto-estrada ficará 2,3 por cento mais caro.