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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Início - Jornal "A Voz do Operário" - Internacional - Paz sim! NATO não!

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Jornal - Internacional

Promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação e com a adesão de mais de três dezenas de organizações está em curso uma campanha sob o lema “Paz sim!, NATO não!” que tem como propósito denunciar os objectivos agressivos e belicistas daquela organização que tem agendada para o final do ano, uma cimeira a realizar em Portugal.
A realização, em Novembro, da Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) no nosso País motivou desde já uma petição dirigida ao presidente da Assembleia da República que pode ser subscrita em www.pazsimnatonao.org/peticao/ e na qual os subscritores referem que no encontro está previsto rever o conceito estratégico da organização “no sentido de alargar o seu campo de actuação geográfica, como já sucede nos Balcãs, no Afeganistão e no Paquistão e os pretextos de intervenção” militar.
Para os promotores da campanha “a realização desta Cimeira em Portugal significa a confirmação do envolvimento do País nos propósitos militaristas deste bloco político-militar, que constituem uma ameaça à paz e à segurança Internacional”, dizem, considerando que “o empenhamento do Governo português na NATO colide com princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, de que Portugal é signatário – soberania, independência, não ingerência, não agressão, resolução pacífica dos conflitos e igualdade entre Estados”, bem como, “abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e expoloração, desarmamento e dissolução dos blocos político-militares”.
No texto da petição reclama-se, por isso, das autoridades portuguesas a “retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO”; “o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional”; “a recusa da militarização da União Europeia, que a transforma no pilar europeu da NATO”; e a “efectiva realização de uma política externa portuguesa em consonância com os princípios consagrados na Constituição da República e na Carta das Nações Unidas, incluindo a promoção de iniciativas em prol do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares”.
Entretanto, a campanha envolve outras iniciativas como um acampamento da juventude a realizar no mês de Julho e uma jornada nacional a decorrer no dia 15 de Abril. Entre as organizações que subscrevem e apelam à participação nas iniciativas previstas figuram a Associação das Colectividades do Distrito de Lisboa, a Associação de Inquilinos de Lisboa, a CGTP-Intersindical Nacional, a Confederação Nacional da Agricultura, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, a Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos, a Federação Nacional de Professores, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local.