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Início - Jornal "A Voz do Operário" - Área Metropolitana de Lisboa - Comunidade escolar descontente com obras de modernização

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postheadericon Comunidade escolar descontente com obras de modernização

Jornal - Área Metropolitana de Lisboa

Ao abrigo do Programa de Modernização do Parque Escolar, a Escola Secundária Gil Vicente esteve em obras durante um ano. Mas as expectativas de professores, auxliares de educação, alunos e pais e encarregados de educação foram goradas. O estabelecimento de ensino apresenta-se agora pior do que há um ano atrás com vários problemas que vão desde a falta de janelas e ventilação à insegurança, passando pela já evidente deterioração de alguns espaços.
O edifício da Escola Gil Vicente foi construído para servir de estabelecimento de ensino e inaugurado em 1949. Os materiais empregues na construção eram duráveis e possuía uma ampla zona verde com muitas árvores. Segundo a comunidade escolar – director, conselho geral provisório, associação de pais e encarregados de educação e associação de estudantes – o edifício, embora com mais de 50 anos, “mantinha-se em razoável estado de conservação no que respeitava à sua estrutura inicial”, mas necessitava de obras urgentes nomeadamente nas canalizações e saneamento, instalações sanitárias, rede eléctrica, janelas, ginásio e balneários. Necessitava também de ser adaptada às necessidades do ensino moderno com a dotação de equipamentos tecnológicos e laboratórios de ciências experimentais.
Face a estas necessidades, a Escola Gil Vicente foi contemplada no Programa de Modernização do Parque escolar e entrou em obras em Julho de 2008. Com as obras quase terminadas, no início de Outubro de 2009, a comunidade escolar viu-se confrontada com várias anomalias: entra água em muitos espaços, abateu um tecto, as paredes já estão muito deterioradas, os pisos  destruídos, portas e armários empenados!
Em parecer enviado ao Minsitério da Educação, a comunidade escolar afirma ter “uma escola que, ao invés de duradoura, é efémera e rapidamente degradável; que, ao invés de ter elevada eficiência energética, não possui fontes de energia próprias; que ao invés de moderna, possui equipamento tecnológico que não foi accionado ou que com frequência fica fora de serviço”.
No mesmo parecer, a Parque Escolar – empresa criada pelo Governo/Ministério da Educação – é fortemente criticada pela intervenção realizada e mesmo a tutela não é poupada porquanto não supervionou nem acompanhou as obras.
No extenso documento enviado ao Ministério são referidos problemas como o da entrada na Escola que serve alunos, mas também a circulação dos veículos da obra, pondo em causa a segurança dos peões; o facto das janelas escolhidos para os corredores porem em causa a integridade física dos alunos, dado que as duas formas de abertura ficam à altura daqueles, quer sejam mais altos ou mais baixos; a ventilação dos novos espaços que é assegurada por meios artificiais, o que, diz a comunidade escolar, “contraria todas as indicações sobre saúde pública”.
Professores, auxiliares, encarregados de educação e alunos fazem ainda notar que salas novas como as de música, educação visual e educação tecnológica foram revestidas por uma cobertura de policabornato que retira totalmente a visão para o exterior e faz lembrar uma “cela de castigo”.
As obras desfiguraram igualmente a traça original do edifício e não há um único espaço da Escola Gil Vicente que não mereça a crítica e o reparo da comunidade escolar que no parecer enviado à tutela propõe um conjunto de alterações por forma a devolver funcionalidade e eficiência ao estabelecimento de ensino.