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Início - Jornal "A Voz do Operário" - Cultura - Duas semanas, quase três dezenas de espectáculos

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postheadericon Duas semanas, quase três dezenas de espectáculos

Jornal - Cultura

As cidades de Almada e Lisboa voltam a receber os espectáculos integrados no Festival Internacional de Teatro de Almada, este ano na sua 26.ª edição. Ao longo de duas semanas, de 4 a 18 de Julho, há propostas variadas e para todos os públicos e não apenas na área do teatro.
“As Criadas” de Gente, pelo grupo Volksbühne de Berlim e uma adaptação dos “Cantos de Maldoro” com interpretação de André Wilms, são, segundo a organização do Festival, “dois dos mais importantes espectáculos” da programação deste ano que integra ainda outras novidades como as estreias do Teatro de Sátira de São Petersburgo, do Teatro Nacional Francófono da Bélgica, do encenador e actor francês Jacques Martial, da companhia de dança Virgílio Sieni, de Florença, e do colectivo Miragens Teatro, de Angola.
De destacar ainda oito espectáculos portugueses com estreia absoluta: dois a cargo da Companhia de Teatro de Almada (“Quarteto para Quatro Actores” e “Comédia Mosqueta”); dois textos de Valére Novarina por Jorge Silva Melo, dos Artistas Unidos; uma co-produção da Culturgest com o Festival de Almada, “Contracções”; uma nova produção do Teatro Praga em colaboração com o São Luiz Teatro Municipal; “Film Noir” pelo Teatro Nacional D. Maria II; e um espectáculo de dança da Oblivion.
Na 26.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Almada participam 10 países: Portugal, Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Rússia, Argentina, Chile e Angola.
O Festival, que este ano vai homenagear o actor Ruy de Carvalho, conta ainda com vários actos complementares como um colóquio sobre o Teatro Latino-Americano, vários wokshops e a tradicional Esplanada da Escola D. António da Costa, onde haverá colóquios diários com artistas e criadores presentes no festival e diversos espectáculos musicais.

Em cena

Quarteto para quatro actores é a proposta da Companhia de Teatro de Almada. Num concerto desconcertante com música imaginária quatro actores discutem os grandes temas da vida, conversando e desconversando. O melhor do teatro absurdo que pode ser visto no dia 4 de Julho, às 22 horas, no Palco Grande da Escola D. António da Costa, em Almada.
As criadas é a peça escolhida pelo Volksbühne am Rosa-Luxemburg-Platz. É um dos espectáculos centrais do Festival 2009 e gira em torno da história de duas criadas que têm por desejo assassinar a patroa. Sobe ao palco da Sala Principal do Teatro Municipal de Almada, nos dias 4 e 5 de Julho, às 19 e 16 horas, respectivamente.
Vieira da Silva por ela mesma é um espectáculo quase autobiográfico porque recorre apenas às palavras da pintora Maria Helena Vieira da Silva ao longo da sua vida, nas diversas entrevistas que deu. A representação é do Grupo Cassefaz e pode ser vista na Sala Experimental do Teatro Municipal de Almada no dia 5 de Julho, às 19 e às 22 horas.
Diálogo de um cão com o seu dono sobre a necessidade de morder os seus amigos é a peça de Jean-Maria Piemme que o Teatro Nacional da Comunidade Francesa em Bruxelas traz ao Festival. A história do encontro de um homem, porteiro de um hotel de luxo, com um cão que passa a vida a exibir as suas cabriolas. Estará em cena do Palco Grande da Escola D. António da Costa, em Almada, no dia 6 de Julho, às 22 horas.
Carta aos actores é uma reflexão profunda sobre a arte de ser actor e o sentido do teatro que os Artistas Unidos levam ao palco do Auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa, nos dias 6 e 7 de Julho, respectivamente, às 21 e às 19 horas.
Cortamos e frisamos fala-nos de duas irmãs, ambas cabeleireiras, que comentam a vida das suas clientes e amigas. Ciúmes, inveja e vingança alimentam esta comédia escrita a partir de contos de Silvina Ocampo. Sobe ao Palco Grande da Escola D. António da Costa, no dia 7 de Julho, às 22 horas.
Filme negro é outro dos espectáculos centrais do Festival 2009 que recria os ambientes do “film noir” muito em voga no pós-guerra. Tem por base o predomínio das personagens masculinas próprio desses filmes e por tema os crimes, adultério e roubo numa história contada por imagens cinematográficas. Vai estar de 8 a 12 de Julho na Sala Experimental do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, às 21,45 horas, e no domingo, dia 12 de Julho, às 16,15 horas.
Quatro interior é o espectáculo de honra desta 26.ª edição do Festival, votado pelo público. Dois homens interpetam os sinais da vida na interioridade de um espaço fechado. A representação é da companhia Circolando e estará na Sala Principal do Teatro Municipal de Almada no dia 9 de Julho, às 22,30 horas.
A criada Zerlina é uma estreia e fala de uma velha criada que vai descobrir o amor, a paixão, o desejo, o ciúme e, por fim, também o desejo de morte. Les Acteurs Libres Associés assina a produção que estará no palco da Sala Experimental do Teatro Municipal de Almada nos dias 10 e 11 de Julho, às 19 e às 18 horas, respectivamente.
Mais 15 espectáculos integram a programação da 26.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Almada cuja programação integral pode ser consultada em www.ctalmada.pt.