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postheadericon "A Balada da Margem Sul"

Jornal - Cultura

O novo espectáculo de A Barraca intitula-se “A Balada da Margem Sul”. A encenação é de Helder Costa e as canções de Jorge Palma num trabalho que conta uma história de amor impossível que pode ser vista até Maio.
“Na margem Sul, frente a Lisboa, zona de grande tensão e conflitos entre a população, causados pelo desemprego e encerramento de unidades industriais, vivem grupos de jovens radicalmente inimigos”.
“Os mais célebres e activos são os skin-heads e os negros marginais”.
“Comunidades opostas, rivais, mas de idênticos princípios sectários e dogmáticos, são confrontados com o amor absurdo e proibido que nasce entre um skin-head e uma negra. Trata-se de uma possível versão contemporânea de um dos pontos altos da dramaturgia universal (Romeu e Julieta) e dos grandes temas que a humanidade transmitiu de pais para filhos: amores contrariados, conflitos inter-rácicos e desencontro entre o sonho,a esperança e o fatalismo trágico”. As palavras são de Helder Costa que assim descreve o seu novo espectáculo.
Na sinopse de “A Balada da Margem Sul” refere-se ainda que “o ódio anda à solta nas grandes metrópoles” e que “o pano de fundo mais evidente de toda esta linha doutrinária é o racismo. Nada mais fácil que identificar a diferença pela cor da pele”. E conclui-se: “Apesar de essa pele diferente deixar de ser importante quando o seu portador for milionário ou alta figura social – o que prova muito claramente que, no fundo, o racismo não passa de uma mistificação e de um embuste que mascara a verdadeira verdade: a continuidade ad eternum? da luta de classes”.