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Início - Jornal "A Voz do Operário" - Última - Manifestação nacional dia 13 de Março

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Jornal - Última

O plenário de sindicatos da CGTP-Intersindical decidiu convocar os trabalhadores dos sectores público e privado para uma grande manifestação nacional a realizar no dia 13 de Março, em Lisboa. A defesa do emprego, o combate à precariedade e ao desemprego, o aumento real dos salários e pensões, a defesa, efectividade e promoção da contratação colectiva são alguns dos objectivos da iniciativa.
Entende a central sindical que “a intervenção e luta dos trabalhadores e dos povos serão determinantes, em 2009, para afrontar e combater os impactos do actual cenário de 'crise”. Mas se “é absolutamente claro que os problemas resultantes da situação internacional influenciam a situação actual do País”, diz a Intersindical que também “é inquestionável que as políticas seguidas no plano nacional, nomeadamente pelo actual Governo, são a principal causa desta situação de recessão”. Para a CGTP-IN “é evidente “ que a recessão da economia portuguesa assenta em problemas estruturais do País como “a forte queda de investimento no sector produtivo, a não criação de emprego com qualidade, o acentuar de injustiças e desigualdades, a fragilização da democracia e as promiscuidades entre poderes”.
Na moção aprovada pelo plenário de sindicatos afirma-se ainda que “a situação do País tem como pano de fundo uma sociedade profundamente desigual e em que as desigualdades se reproduzem e acentuam; um mercado de trabalho desregulamentado com uma elevada precariedade que se tornou um cancro social; um Código do Trabalho que pretende a eliminação dos direitos dos trabalhadores – e que o Governo procura manter e agravar -, através da caducidade das convenções colectivas”.
A moção refere ainda que, “nos últimos anos, o Governo exigiu pesados sacrifícios aos trabalhadores e a outras camadas da população para atingir as suas metas no que diz respeito ao deficit orçamental. Agora, com as disponibilidades financeiras daí resultantes apoia o sector financeiro, sector esse que, enquanto os trabalhadores faziam sacrifícios, viveu em grande especulação, permitindo aos capitalistas arrecadarem somas fabulosas de lucros e aos seus gestores enriquecerem escandalosamente”, e conclui que “não se resolvem os problemas actuais atirando mais dinheiro para cima desses problemas, e colocando esse dinheiro, sem controle, nas mãos carregadas de cola, daqueles que beneficiando da situação, ao longo dos anos, acabaram por provocar mais problemas”.