Jornal "A Voz do Operário"
Tomada de posse e jantar de aniversário
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No dia 26 de Fevereiro, um jantar de comemoração do 127.º Aniversário de A Voz do Operário reuniu cerca de uma centena e meia de associados, dirigentes, amigos e trabalhadores da instituição. A data foi ainda aproveitada para a tomada de posse dos novos órgãos que vão dirigir A Voz no triénio 2010-1012.
Perante a assistência que encheu o Salão Nobre, Arménio Carlos, presidente da Assembleia Geral conferiu posse aos novos corpos sociais de A Voz do Operário. Depois de empossada a mesa da Assembleia Geral, presidida por Arménio Carlos que foi reconduzido no cargo, seguiu-se o Conselho Fiscal, presidido por António Ferreira e a Direcção agora presidida por Manuel Figueiredo. No discurso da cerimónia, o presidente da Assembleia Geral fez notar que A Voz do Operário é uma instituição fundada por operários com o objectivo de alcançar melhores condições de vida e que esta deve ser uma “referência” a ter em conta pelos corpos sociais.
Na hora da despedida, Modesto Navarro, que deixa o cargo de presidente da Direcção, mas continuará “a colaborar sempre que a Instituição precise”, passou em revista o anterior mandato, destacando as importantes realizações que, ao longo do mesmo, tiveram lugar. “Agradecemos à Câmara de Lisboa, às empresas e aos amigos os apoios que nos concederam para obras e outras realizações” disse o ex-presidente da Direcção, anunciando que, neste momento, decorrem negociações com a Câmara Municipal de Lisboa com vista a encontrar um novo espaço para albergar a Escola da Ajuda.
Modesto Navarro anunciou igualmente que no dia 24 de Fevereiro decorreu mais uma reunião com o Ministério da Educação (ME/ Direcção Regional do Ensino de Lisboa (DREL) com vista a sanar o diferendo que opõe A Voz ao Ministério motivado pela suspensão dos contratos existentes entre ambas as partes.
No seu discurso de despedida, o ex-presidente de A Voz do Operário agradeceu a todos os antigos dirigentes o esforço e dedicação demonstrados ao longo do triénio e que possibilitaram, entre outras, iniciativas como as homenagens a Adriano Correia de Oliveira, Manuel Lopes, Fundação Calouste Gulbenkian e Nelson Évora, as comemorações do 125.º Aniversário da Instituição e a campanha de solidariedade a elas associada que permitiu angariar mais de meio milhão de euros, superando as expectativas.
À Câmara Municipal de Lisboa, representada pela vereadora Graça Fonseca, Modesto Navarro agradeceu o apoio à renovação da rede eléctrica do edifício-sede, a instalação do elevador de acesso ao Salão de Festas e a nova cobertura e piso do ginásio grande, concluindo o discurso com um “até logo. Até sempre”.
Já empossado como novo presidente da Direcção de A Voz do Operário, Manuel Figueiredo destacaou igualmente a “obra dos operários”, afirmando que os novos corpos sociais a ela se manterão fiéis com o propósito de a dignificarem. Quanto ao futuro, o actual presidente da Direcção chamou a atenção para as dificuldades que é preciso “ultrapassar com firmeza” e referiu-se aos projectos que, embora deixados pela anterior gestão, “são para prosseguir”.
De entre os projectos que a Direcção pretende concretizar está a construção de um imóvel para arrendamento na Rua Alves Torgo, em Lisboa, e de um parque de estacionamento no subsolo do ediífio-sede com o propósito de obter novas fontes de financiamento da actividade de A Voz. De igual modo está também projectada a ampliação da creche e jardim-de-infância num projecto já apresentado à Secretaria de Estado da Segurança Social e a criação de um hospital de cuidados continuados a desenvolver em parceira com a Liga dos Amigos dos Hospitais.
Manuel Figueiredo aludiu ainda à necessidade de angariação de novos sócios e a uma maior oferta de serviços nas áreas do desporto, cultura e lazer.
À cerimónia de tomada de posse dos novos orgãos sociais assistirem Simoneta Luz Afonso, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente de Fora, representantes do MDD, CGTP-Intersidical, Partido Ecologista “Os Verdes”, Partido Comunista Português, Associação de Colectividades do Concelho de Lisboa, Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto e as colectividades Academia Recreativa Leais Amigos, Inválidos do Comércio, Grupo dos Nove, Mirantense Futebol Clube, Sport Lisboa e Campolide, Clube de Sargentos da Armada e Grupo Sportivo Adicense, tendo todas elas agraciado A Voz do Operário com uma oferta pela passagem do seu 127.º Aniversário.
Jantar de confraternização
Antigos e actuais dirigentes, associados, amigos e representantes de diversas entidades juntaram-se após a cerimónia de tomada de posse no jantar comemorativo dos 127 anos de A Voz do Operário. Num ambiente de fraterno convívio cerca de centena e meia de pessoas cantaram os “Parabéns a Você” e ouviram as entidades presentes saudar a Instituição pelo seu aniversário. Para o efeito usaram da palavra Deolinda Machado, pelo grupo da Assembleia Municipal de Lisboa do PCP, Vitor Agostinho, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente de Fora, Jaime Salomão, da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, José Luís Ferreira, deputado do Partido Ecologista “Os Verdes” e Miguel Tiago, deputado do Partido Comunista Português.
Por seu turno, Manuel Figueiredo saudou os presentes e abordou um pouco da actual situação de A Voz, destacando a situação económica e financeira que classificou de “difícil”. Nesta matéria o presidente da Direcção afirmou que é propósito da actual Direcção manter um diálogo cordial, “mas não submisso”, com os poderes instituídos tanto mais que A Voz do Operário “substitui o Estado nas suas obrigações educativas e sociais” pelo que dele deve esperar maior apoio.
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