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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Opinião

Embora a dureza do texto, provavelmente dada a sua similitude com a realidade, o torne difícil de ler e encarar, creio que ilustra o conjunto de medidas políticas que sub-repecticiamente se vão tomando. Obrigada Pai pelo texto...
“Admiro profundamente o nosso Primeiro-ministro Sócrates, sobretudo pela luta quixotesca, reveladora de enorme coragem, que empreendeu contra os poderosos lóbis que são: os reformados, os funcionários públicos, os doentes.
Aludindo aos primeiros, é inadmissível que os reformados, a maior parte dos quais nada produz, continue a revelar apetite voraz e a querer comprar mediamentos, para óbvia e malevolamente, aumentarem o tempo de encargo que sobre os outros representam.
Urge pois, diminuir-lhes as pensões mesmo criando leis retroactivas e alterar unilateralmente os contratos em detrimento dos velhos.
Há tempos visitei uma dessas pré-morgues que são os lares dos pobres diabos que são os velhos em geral, e os velhos pobres em particular e fiquei impressionado com o apego à vida que transparece do seu olhar senil. Não percebem como é inútil essa vida quase vegetativa e que estariam muito melhor mortos?... É urgente pois, (na minha opinião), que o nosso Primeiro-ministro legalize a eutanásia e depois lhe aplique um programa tipo simplex, de modo a evitar as delongas do consentimento do próprio, transferindo esse papel para a família ou melhor ainda para uma comissão política (Unidade Missão), o que terá vantagens de repercussão imediata em vários domínios da governação: desde logo diminuirão os encargos com a segurança social com maior sustentabilidade desta, haverá diminuição do défice e diminuirá o índice de envelhecimento da população.
Retomando o assunto em apreço acresce que é profundamente injusto que após uma carreira contributiva equivalente, a uns lhes dê logo um ar, e outros persistam em viver para além do razoável, onerando todos os contribuintes. Diz-se, que um certo ditador, que obviamente não tinha só defeitos instituiu para os indigentes mais retardatários o chá da meia noite, de que consta que os velhos não regressavam; vá se lá saber onde a verdade se mistura à calúnia e à fantasia…
Quem teve a eloquência suficiente para convencer os portugueses, de que fora necessário aumentar os impostos que se prometera baixar, e, de outras enormidades do género, facilmente convencerá os velhos da bondade da medida e de que a quietude do outro mundo, é de longe preferível às ansiedades da reforma insuficiente, ou à miséria da solidão sem afectos…
Às vezes, nas horas estranhas de sonho-lucidez que antecedem o amanhecer, surpreendo-me a pensar num horrível mundo actual, em que os animais são criados para abate em corredores semelhantes a linhas de montagem, os homens se tornaram tão descartáveis como lenços de papel e os políticos são as marionetas, e as faces visíveis de um poder oculto, horrível e maligno, que se apossou do mundo, e que torna possível o extermínio de milhões de seres humanos e de nações, em nome da democracia, torna plausível que o nosso défice possa ser diminuído pela venda de dívidas fiscais por 15% do seu valor, não haja o bastante para honrar compromissos ou manter as pensões, mas haja de sobra para Expos, estádios, OTAS e TGVs e então invadido pela hiper-lucidez do terror-pânico, percebo que o esbulho dos cidadãos ainda mal começou, e que se não corrermos com esta gentinha, acabaremos todos, com excepção dos do costume, com a trouxa dos sem-abrigo, ou na fila da eutanásia para nosso suposto bem.”