Estará mesmo tudo determinado? Estará mesmo tudo definido e programado para acontecer de uma certa maneira e não de outra? Temos liberdade? Somos livres? Sobre estas perguntas cada pessoa, cada intelectual, cada filósofo tem as suas próprias respostas, opiniões e dúvidas. A verdade é que as coisas surgem sem estarmos à espera, surgem nos locais mais débeis, onde a pobreza nunca está ausente, onde a criminalidade é real, e onde o número de mortos é verdadeiro. Estou a falar do dia 12 de Janeiro de 2010, Haiti.
Dia 12 do passado mês de Janeiro, um forte sismo, com epicentro a 15 km da capital (onde viviam 2 milhões de pessoas) Port-au-Prince, abalou toda a vizinhança do Haiti, a República Dominicana e parte da zona leste de Cuba, com uma magnitude de 7.0 na escala de Richter, o suficiente para parte da capital ficar praticamente no chão, provocando assim um número incalculável de mortos, e os sobreviventes iam deixando o seu espírito encontrar-se com os seus mais queridos… Iam morrendo, a pouco e pouco, pela falta de assistência médica, pela falta de alimentos e medicamentos… pela falta de tudo.
As prisões cederam, a criminalidade, a pilhagem e assaltos aumentaram drasticamente… Como é que foi possível dois voluntários para ajudarem a resgatar, a alimentar e mesmo cuidar, terem sido abatidos por um bando de homicidas fugidos das celas? É triste vermos como o ser humano pode ser tão rude e áspero em pleno século XXI.
Contudo, a ajuda humanitária foi chegando à capital e redondezas, dos escombros foram ainda resgatadas algumas pessoas, a Protecção Civil e outras instituições e organizações como a ONU, a Cruz Vermelha, a AMI puderam dar o seu apoio aos mais necessitados que, no fundo, eram a população sobrevivente.
E se isto tivesse acontecido em Portugal? Estamos mais desenvolvidos… mas o cenário seria o mesmo.