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INSCRIÇÕES ABERTAS 2012 / 2013

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Jornal - Opinião

“Nós também somos «feitos» pelos livros que nos marcaram, pelos filmes que vimos e pelas músicas de que gostamos” é uma frase de Manuel Gusmão retirada da obra As Palavras Fazem o Mundo.
É verdade que, desde criança e até à data da nossa abalada, somos confrontados com um rol de situações que nos podem fazer alterar o nosso ponto de vista: uma leitura singela de um livro, um visionamento de um filme ou uma ida a um concerto de uma banda musical.
Tudo o que surge de novo à nossa volta faz com que nos adaptemos a esse ambiente e é algo que nos torna diferentes, com horizontes mais largos e vastos, com ideias mais racionais e assentes, ideias mais verdadeiras e não tão ilusórias.
Idosos… Se observarmos bem este caso, percebemos que existe muito mais para além do que este aparenta ter ou possuir – é gente vivida que, por muita fragilidade exterior que demonstre, sabe sempre mais do que nós, jovens, ingénuos e inocentes. E uma simples ideia resume tudo isto: aquela gente leu mais livros, viu mais filmes, assistiu a mais concertos – aquela gente viveu, aprendeu e guardou.
E era óptimo que continuassem por cá, ensinavam algo relacionado com os valores, com a educação e com a família. Presentemente, Portugal vive um período no qual cada jovem se remete ao seu cubículo, em frente a um ecrã colorido, e daí comunica através das tecnologias, da Internet, dos telemóveis, de forma virtual…
Mas é preciso algo mais, é precisa aquela gente que os ensine a criar bons alicerces, para eles construírem “casas” seguras e estáveis…
Quanto mais velhos e vividos somos, mais densos e consistentes nos tornamos.