Jornal "A Voz do Operário"
1929/2011
| Jornal - Opinião |
Os conceitos de crise, de Troika, de austeridade são prementes na rotina da tríade mundial – Estados Unidos, Japão e Europa. Sempre ouvi dizer que é preciso errar para aprender – e, portanto, a História é um elo fundamental que nos proporciona a experiência e diz-nos como reagir aos problemas actuais em função daquilo que apreendemos dos anteriores.Recuemos ao ano de 1929… A Grande Depressão teve início em Outubro de 1929, alastrou-se pela década de 30 e terminou apenas durante a 2ª Guerra Mundial. Na Quinta-Feira Negra assistia-se a uma queda abismal dos valores das acções e à quebra da New York Stock Exchange, desencadeando uma inflação e uma descida das vendas dos produtos, fazendo com que inúmeras indústrias fechassem e as taxas de desemprego subissem – tudo isto devido a uma superprodução: por um lado, o tão famoso termo “the american way of life” de uma América capitalista, exploradora e gananciosa; por outro, a ilusão.
Tal como teria sido fundamental uma mudança de mentalidades do capital Norte-americano, a “nossa” crise portuguesa só será ultrapassada através de uma mudança de mentalidades – hoje, a corrupção e o capitalismo são veneno para uma democracia que respeite os direitos do povo. Vejamos, por exemplo, o caso da dívida da Madeira e o quão injusto é, portugueses continentais, suportarem despesas legais e ilegais, fraudes e desvios de uma Região que, segundo o seu líder partidário, se diz Independente! Chega de “amizades”, chega de “favores”, chega de irresponsáveis!
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