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Sexta, 03 Setembro 2010
 
 
Breves
A Voz do Operário: Trabalho que merece e exige ser continuado PDF Imprimir EMail
Escrito por Estela Rocha   
Quarta, 05 Março 2008
Image “Soubesse eu escrever, que não estava com demoras. Já há muito que tínhamos um jornal. Bem ou mal, o que lá se disser é a verdade.“. Foi esta a frase de Custódio Gomes, manipulador de tabaco, que deu origem ao Jornal A Voz do Operário a 11 de Outubro de 1879. Posteriormente, a 13 de Fevereiro de 1883, é fundada a Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário… E agora, passados 125 anos, a instituição e o seu trabalho perduram, tendo o seu mérito sido reconhecido por diversas vezes.
Durante 125 anos, A Voz do Operário desenvolveu um trabalho muito amplo, tendo presentemente duas escolas, Graça e Ajuda, cujo objectivo é dotar centenas de crianças de competências e instrumentos que potenciem o seu desenvolvimento e adaptação ao contexto social onde se inserem, de uma forma crítica e sustentada, em consonância com princípios de Justiça, Reciprocidade e Solidariedade.
E são estes mesmos valores que estão subjacentes às diversas áreas em que a Voz actua, nomeadamente no Apoio Social, onde engloba Apoio ao Domiciliário, Centro de Dia, Posto de Saúde e Balneário. Ou no conjunto de actividades de âmbito associativo e cultural que promove, tão distintos como, a Marcha Infantil, ciclos de cinema, eventos desportivos ou o próprio Jornal.
E esta apresentação poder-se-ia estender…, mas creio ser já ilustrativa do valor de A Voz, que não obstante o esforço de muitos, continua a enfrentar vários problemas, nomeadamente de ordem financeira, substituindo-se ainda assim, ao papel de várias entidades públicas. É um quotidiano difícil, árduo…mas percorrido com a certeza de que merece e urge ser continuado!
Veja-se, o diminuto investimento que é feito na Educação, traduzido em constantes ataques aos professores e aos alunos, caminhando-se no sentido de privar muitos do acesso à Educação, incrementando-se condições e vínculos precários de trabalho. No plano da Saúde, fecham-se hospitais, centros de saúde e maternidades, e criam-se parcerias com entidades privadas, desde hospitais a farmácias, que atendendo ao investimento que fazem naturalmente pensarão um modo estratégico e economicista. Mais, propagandeiam-se reformas da Segurança Social, que retiram poder de compra e implicam o decréscimo das reformas. Mais, fomenta-se o flagelo do endividamento das famílias. E mais, e mais, e mais… E porquê? Porque sim…
E é também pela falta de consistência e fundamento destas medidas, de que nos vemos alvo, que o trabalho de A Voz tem de ser mantido, porque apesar dos seus 125 anos de existência, o seu contributo continua a ser necessário e condicionante do futuro de muitas crianças, homens e mulheres.
E é pela imponência destas necessidades que queremos tornar o ano de 2008, um ano de solidariedade com A Voz do Operário, porque esta casa precisa de amigos que reconheçam o seu valor e porque se compromete a continuar o seu trabalho solidário...
“Há homens que lutam um dia e são bons; há outros que lutam um ano e são melhores; há os que lutam muitos anos e são muito bons; há os que lutam a vida inteira esses são imprescindíveis.” (Brecht) E como, “ é lento ensinar por teorias, mas breve e eficaz fazê-lo pelo exemplo” (Séneca) mostremos Solidariedade com A Voz do Operário, mostremos reconhecimento pelo seu trabalho e sobretudo reconheçamos a premência do mesmo ser continuado!
 
Top! Top!