Opinião

Parkinsonismo

Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Jornal - Opinião

Muita gente já ouviu falar sobre o parkinsonismo ou conhece alguém que o tem, pois bem, então o que é o parkinsonismo?
É uma doença crónica e degenerativa: há uma alteração do sistema nervoso central, existe uma perturbação do movimento em que há uma rigidez aumentada dos músculos que podem vir a provocar instabilidade postural, tremores (que podem ser mais num dos lados do que no outro), podendo afectar os membros, a cabeça, a garganta, a cara (falta de expressão), etc. Estes  tremores observam-se bem quando a pessoa está em repouso e podem até desaparecer quando a pessoa se começa a movimentar.
Existem outros sintomas :
Bradicinésia (lentidão dos movimentos) - o cérebro demora a transmitir a instrução necessária às partes do corpo e quando esta é recebida o corpo demora a responder. Alterações cognitivas - pode haver depressão, apatia, desânimo, cansaço, ansiedade.
Esta doença pode aparecer em qualquer idade, embora seja mais rara abaixo dos 30 anos e a incidência nos homens é ligeiramente superior à das mulheres.
O parkinsonismo foi descrito pelo médico James Parkinson, em 1817.
A sua origem ainda não está esclarecida completamente, embora ano após ano, se descubra mais e mais. Há quem pense que pode ser também hereditário, embora possa haver várias gerações sem ela.
Às vezes, os tremores das mãos podem ser um dos primeiros sinais de alerta  que com o tempo vão atingindo progressiva e lentamente outras capacidades.
Durante o desenvolvimento da doença há células que são alteradas que produzem acetilcolina e outros neurotransmissores que podem provocar outros sintomas tais como, a perda de memória, olfacto, prisão de ventre, dificuldade em urinar, insónias, pesadelos, etc. A causa principal desta doença é a degeneração progressiva dos neurónios secretores de dopamina, que regulam os movimentos e o equilíbrio do corpo. O diagnóstico é feito pela clínica, por testes musculares e  reflexos e outros exames mais complexos.
Embora hoje em dia já haja imensas descobertas sobre o tratamento desta doença ainda não se chegou à cura e o que há a fazer é melhorar a qualidade de vida das pessoas, o que já se consegue com alguns tratamentos.