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Jornal - Última

No passado dia 27 de Abril, acolheu A Voz do Operário uma iniciativa do Comité Português para a Libertação dos Cinco, do qual a Sociedade faz parte.
Para aqueles cuja informação só chega através dos grandes meios de comunicação, dizer que os Cinco - René González, António Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández e Fernando González - são cinco cubanos que se encontram presos nos Estado Unidos, por se terem infiltrado nas máfias de Miami para combater o terrorismo contra Cuba.
Juntaram-se naquela tarde dezenas de vozes portuguesas, em representação das suas organizações, aos milhões que em todo o mundo reclamam o fim deste escândalo de estarem encarcerados os que lutam contra o terrorismo, enquanto são protegidos terroristas provados, como Posada Carriles, que conta com quarenta anos de actividade, vários ao serviço da CIA.
Esse conhecido e reconhecido terrorista tem no seu “curriculum” a explosão de um avião da Cubana de Aviacion, em pleno voo, donde resultaram 73 mortos.
Das diferentes intervenções ressaltaram os exemplos que mostram a injustiça da situação e de que o dito combate ao terrorismo é apenas álibi para tudo, nomeadamente desencadear guerras de ocupação.
Os heróis cubanos detidos a 12 de Setembro de 1998, combatiam de facto o terrorismo, que só naquele ano e no anterior se traduziram pelas acções que referimos na caixa junto a estas notas.
A realidade ali referida, que se mantém até aos nossos dias, mostra a infâmia que representa a prisão daqueles que se infiltraram nas organizações responsáveis pelo terrorismo contra Cuba como forma de o combater e a necessidade, diria mesmo a obrigação cívica, de se desenvolverem todos os esforços para a sua libertação daqueles cinco homens não só injustamente presos, mas até impossibilitados de receberem sequer visitas das suas famílias.
Foi a situação descrita, e muito mais que aqui não cabe, o motivo e âmbito do encontro, donde saíram, além das manifestações de solidariedade, o compromisso das organizações presentes de continuarem e intensificarem a sua acção.
A LUTA CONTINUA ATÉ À LIBERTAÇÃO!