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Manifestação dia 1 de Outubro
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Contra o empobrecimento e as injustiças, pelo emprego, salários, pensões e direitos sociais, a CGTP-IN convocou para o dia 1 de Outubro manifestações em Lisboa e no Porto. Na capital, o desfile inicia-se às 15 horas com um percurso entre o Saldanha e os Restauradores. É hora de sair à rua, ser solidário e exigir um novo rumo para o País.
Na apresentação à comunicação social da iniciativa de dia 1 de Outubro, Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da Intersindical referiu: “neste momento, verificamos um enorme sofrimento na sociedade portuguesa que está em crescendo. Há vozes que, até de uma forma cínica, pretendem isolar os trabalhadores no seu sofrimento e convencê-los de que a sua contribuição para a resoluação dos problemas é ficar calado e não construir solidariedade com os outros. Dizemos exactamente o contrário: só há soluções se houver colectivo, se houver uma afirmação da luta solidária”.
A manifestão não será apenas de protesto, mas será igualmente uma jornada de apresentação de propostas que permitam melhorar a vida dos portugues e em concreto dos trabalhadores. “Vamos trabalhar de forma a que a dimensão e a percepção dos problemas com que os portugueses e as portuguesas, e em particular os trabalhadores, se estão a debater ganhe visibilidade, apelando á sua mobilização e consciencialização para não se submeterem às inevitabilidades, forçando caminhos alternativos porque é possível e indispensável. O País tem futuro”, disse Carvalho da Silva.
Deste modo, a convocação das manifestações do próximo dia 1 de Outubro tem razões, desde logo, “porque os planos de autoridade que vêm sendo impostos, quer às pessoas quer ao País no seu todo, apenas colocam Portugal numa situação de dificuldades cadas vez maiores, o buraco é constantemente cavado, é um descalabro para a sociedade portuguesa que se vai acentuando”, afirmou o líder da central sindical, acrescentando que “apesar deste Governo estar em exercício há pouco tempo vê-se que as políticas neoliberais seguidas pelo PSD e CDS são de sucessivos pacotes que seguem o mesmo rumo: aprofundam a recessão económica, as desigualdes, a pobreza, aumentam o desemprego e a precariedade, baixam a qualidade do emprego. Por outro lado, estão a ser enormemente aprofundadas as injustiças sociais. Está em curso um ataque fortíssimo aos Estado social e é preciso que todos os portugueses tomem consciência disso”.
Motivo para o protesto é também “o traço precupante para o futuro” em que “todos os dias se cavam rupturas de solidariedades e , em particular, de solidariedades intergeracionais”, apontou Manuel Carvalho da Silva, acusando: “É absolutamente execrável que, por exemplo em torno da legislação laboral relativa aos despedimentos, se argumente «isto é só para os novos contratos, isto é só para as novas gerações». Isto não se admite. A sociedade é hoje capaz de produzir mais riqueza do que há 20 ou 30 anos e não se pode condenar os jovens a terem apenas precariedade no emprego. Isto não é aceitável e não pode haver organização social ou política que dê cobertura a esta político”.
“Troca-tintas”
Na apresentação das manifestações do dia 1 de Outubro, o dirigente da Intersindical apelidou o actual Governo de “troca-tintas” - “veja-se o que aconteceu em relação aos impostos, em que o que prometeu não é o que faz” - e laertou que esta forma de estar se iria aprofundar.
Igualmente o comportamento do Governo em relação à concertação social mereceu duras críticas por parte de Manuel Carvalho da Silva que afirmou que se “pretende criar na sociedade portuguesa a ideia de que as forças sociais e políticas têm todas que se submeter às políticas do Governo e ponto final. Isto é um sentido neoliberal, aliás utilizado noutros países, que apenas conduz a uma coisa: a submissão dos interesses dos povos às engenharias mercantis dos mercados financeiros e do poder económico”.
Salientando que a jornada de luta do próximo dia 1 de Outubro é de protesto, mas também de apresentação de propostas, o secretário-geral da CGTP-IN adiantou algumas delas, nomeadamente a necessidade de um sistema tributário justo e progressivo que seja efectivamente aplicado, isto é, que haja taxação sobre os movimentos bolsistas, combate à economia paralela, à fraude e evasão fiscal e aos paraísos fiscais; a utilização de parte significativa da riqueza para novos investimentos, públicos e privados; um conjunto de medidas para garantir uma melhor distribuição da riqueza e a actualização, ainda este ano, do salário mínimo nacional para 500 euros; e a revalorização do trabalho, o que passa por efectivar a contratação e negociação colectiva.
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