Voz
Um espaço "giro", lúdico e de aprendizagem
Segunda, 08 Março 2010 16:51
Foi em 2000 que a Sala Polivalente da escola da Graça de A Voz do Operário começou a funcionar com o objectivo de apoiar de diversas formas e meios os três níveis de ensino básico. Hoje, há quem não dispense o espaço, quer seja para passar o tempo livre, quer seja para fazer um trabalho escolar. E a Vânia Cardoso está lá para ajudar a todos.
A Maria tem 11 anos, está no 6.º ano e prefere passar os intervalos na Sala Polivalente do que no recreio. “Aqui sempre há mais para fazer”, garante. E quando nem os computadores nem os livros a cativam entretem-se com outras coisas como “passar a limpo” o caderno de Português. Se se lhe pergunta o que pensa do espaço assegura que é “muito bom e ajuda muito os alunos”.
Ao lado, a Irene e o Sérgio, alunos do 5.º ano, turma A, ambos com 10 anos estão animados em fente de um dos computadores a jogar um jogo em que têm de “fugir” dos que os perseguem, transpondo obstáculos. Enquanto a Irene diz ser frequentadora da Sala Polivalente “às vezes”, o Sérgio confessa que “vem quase sempre” porque é “um espaço giro para estar nos computadores ou nos jogos” de tabuleiro. Ambos estiveram há pouco tempo envolvidos num projecto de Educação Visual e Tecnológica que os obrigava a passar quase todo o tempo livre na Sala para “fazer pesquisas”.
Esta é uma das vertentes mais importantes da Polivalente como é chamada. “Apoiar os miúdos nas suas pesquisas para trabalhos escolares”, explica Vânia Cardoso que “há quase sete anos” assegura o funcionamento da Sala e o apoio a alunos e professores, dado que também estes podem solicitar o espaço para actividades lectivas específicas. Disciplinas como Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são inclusive leccionadas na Sala Polivalente que permite a utilização do computador durante a aula.
Regras específicas de funcionamento
Não fazer barulho é uma das regras para se permanecer na Sala Polivalente. E isto porque há quem a frequente para estudar ou ler um livro e par daqueles que nela apenas querem passar o seu tempo livre. Outra das regras diz respeito aos jogos; os de violência estão totalmente proibidos e também é proibido participar em “chats” ou estar no “messenger”, isto é, na “conversa” em tempo real.
No entanto, pode-se enviar e receber correio electrónico (“e-mail”) e é isso que a Clara e a Ema fazem. Embora estejam sentadas uma ao lado da outra trocam missivas pela internet. A troca de correspondência só é interrompida porque a Ema acabou de receber um “e-mail” do pai. As duas são alunas do 5.º ano, turma A e gostam de passar o seu tempo livre na Polivalente. Confessam ser boas alunas embora a Clara não goste muito de Formação Cívica. Para a Sala Polivalnete vêm fazer trabalhos, jogar no computador ou ler no “cantinho dos livros”. “Gostamos mais de estar aqui que no recreio. É mais calmo”, dizem.
Ao lado, o Filipe – que “é bom com os números” - joga um jogo complicado. No ecrã do computador surgem somas que o Filipe tem de resolver rapidamente sob pena dos seus pinguins irem desaparecendo; concentrado, ágil de pensamento e bom a fazer contas de cabeça, Filipe vê o seu grupo de pinguins aumentar e ri-se.
O intervalo grande tem 20 minutos e para quem está na Sala Polivalente o tempo passa a correr, tanto assim que Vânia tem de chamar a atenção dos frequentadores: “Então meninos!? Já tocou para as aulas”. A Sala fica em silêncio e a responsável devolve a ordem ao espaço. A seguir virá um grupo trabalhar para a disciplina de Ciências da Natureza. “Essa é também uma das componentes desta Sala. Por vezes, os professores necessitam de recorrer a meios audiovisuais, nomeadamente vídeo, e aqui podem fazê-lo. Neste caso, a aula é dada aqui”.
Na Sala Polivalente há também informação variada ao dispor dos alunos que não tem necessariamente a ver com os programas curriculares e os livros podem ser requisitados para levar para casa porque “não há apenas livros de estudo, há também romances e banda desenhada”, explica Vânia Cardoso.
A Sala Polivalente é mais uma valência da escola da Graça de A Voz do Operário. Um espaço lúdico, onde igualmente se aprende.
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