
A escola ideal
| Jornal - Vozinha |
O 5.º A sentou-se assim que a professora entrou na sala. Todas as crianças estavam desejosas pela aula.
- Bom dia! Muito prazer em conhecê-los a todos! Sou a Ana e vou ser a vossa professora da Língua Portuguesa – disse a professora alegramente.
A seguir dirigiu-se ao quadro e lá escreveu: “Lição n.º1. Dia 13 de Setembro de 2008. Sumário: Conversa com os alunos”.
Todos os alunos, após terem passado tudo, puseram a observar-se uns aos outros. Cinco raparigas, amigas de infância, conversavam baixo sobre a velha escola. As outras iam fazendo amizade com as colegas do lado. Três rapazes mais velhos conversavam sobre um tema qualquer e os outros, mais tímidos, escrevinhavam no caderno.
Quando tocou, os alunos dirigiram-se para o pátio. De outras salas chegavam outros alunos. Os do 6.º ano, muito faladores e já conhecidos uns dos outros, vinham a descer as escadas do átrio. Vinham a falar alto, mas os risos e as gargalhadas era o que se notava mais. Cá em cima, na enorme creche gratuita, nem um choro se ouvia. Só risadas e brincadeiras. Do enorme ginásio, da infantil e do edifício do 1.º ciclo vinham crianças a correr, gritando, felizes por estarem de novo na escola. Mas não foram para o pátio, foram todas, como um bando de pássaros, para os dois recreios que lhes estavam destinados.
As auxiliares dos corredores beijavam cada cara risonha e abraçavam cada pequeno, dizendo:
- Ai como cresceste nas férias! Vai lá brincar e diverte-te!
No corredor dos cacifos duas jovens com 20 anos vigiavam o corredor. Na secretaria, homens velhos e novos, assinavam papéis ou falavam com as crianças, dando-lhes cacifos para porem as coisas.
Quando o intervalo da manhã acabou, os alunos do 2.º ano entraram na sala. Mal chegaram, a professora entrou, mandando-lhes irem ao quadro escrever os seus nomes.
Tiago, com sete anos, pediu para ir para a enfermaria, pois estava enjoado. A professora assentiu e chamou uma auxiliar. Vieram três, a correr, preocupadas. Tiago foi levado então para a enfermaria onde um jovem médico e a sua assistente o examinaram com todo o cuidado. A enfermaria era enorme, com casa-de-banho particular.
Deram então ao Tiago um comprimido e, quando ele se estava a ir embora, a assistente ofereceu-lhe três rebuçados para partilhar com os amigos. As três auxiliares levaram-no então de volta para a sala de aula e a aula continuou calmamente.
Finalmente tocou para o almoço. Os alunos da infantil, do 1.º ano e do 2.º ano foram a correr para a Cantina dos Pequenos, enquanto os do 2.º ciclo e os do 3.º e 4.º anos, calmamente, se dirigiram para a Cantina dos Maiores.
Tanto na Cantina dos Pequenos como na dos maiores havia duas filas: uma para a carne e outra para o peixe. De cada lado de cada fila havia 3 jovens a escreverem o que cada aluno escolhia. De repente, um dos jovens parou um rapaz que estava na fila da carne, dizendo-lhe:
- És o António Nobre do 4.º ano, não és? Bom, é que segundo este papel tu o ano passado só comeste carne. É melhor este ano começares a comer peixe, não?
O rapaz, assentindo, separou-se dos amigos e foi para a fila do peixe.
Três raparigas, do 6.º ano, juntaram-se-lhe, falando no bar que ía ser construído.
- Podes ter a certeza! Mas é pena eu não poder lá ir almoçar, quando existir...
- Não faz mal! Mas já viram o espaço? É enorme.
- Ya! Com 3 balcões e tudo! Ainda bem que o meu pai me deixou almoçar lá quando quiser!
Acabada a hora do almoço, toda a gente saiu da escola pois havia furo. Era o primeiro dia de aulas!!!
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